Perguntas Mais Frequentes

Perguntas Mais Frequentes

As perguntas e respostas abaixo foram extraídas dos livros The ABC of Buddhism e I Wonder Why, ambos da Ven. Thubten Chodron, encontrados no site do Centro Budista Amitaba.

Gostaríamos de agradecer à FPMT por ter autorizado a tradução e utilização dessas perguntas e respostas que se encontram também no seu site. Gostaríamos de informar que quaisquer erros encontrados no texto abaixo são de nossa responsabilidade.

Quem é o Buda?

O que são as Três Jóias?

O que é a essência dos ensinamentos do Buda?

Por que existem muitas tradições no Budismo?

Quais são as várias tradições Budistas?

O que significam as imagens na arte tântrica ?

Qual é o propósito de recitar mantras?

Quem é Buda Shakyamuni?

O que significam os vários títulos da Tradição Mahayana, ou seja, Geshe, Rimpoche, Lama, Venerável?

Coleção de Conselhos referentes a Shugden (Dholgyal)

 

 

Quem é o Buda?

Há muitos modos para descrever quem é o Buda, de acordo com as diferentes formas de entendimento. Estas várias interpretações têm as suas origens nos ensinamentos do Buda.

Um modo é ver o Buda histórico como um ser humano que viveu há 2.500 anos, que purificou a sua mente de todas as poluições mentais e desenvolveu todo seu potencial. Qualquer ser que faz igualmente é considerado também um Buda, portanto, existem muitos Budas, não apenas um.

Outro modo é entender um Buda específico ou uma deidade budista como a mente onisciente que se manifesta em um certo aspecto físico para se comunicar conosco.

Ainda, outro modo é ver o Buda – ou quaisquer das deidades budistas iluminadas – como sendo a aparência do futuro Buda em que nos tornaremos quando tivermos nos engajado correta e completamente no caminho para purificar a nossa mente de todas as poluições mentais e desenvolver todos os nossos potenciais.

O que são as Três Jóias?

As Três Jóias são o Buda, Dharma e Sangha. Buda é um ser que purificou todas as poluições mentais da mente, as emoções perturbadoras, as impressões das ações motivadas por elas, e as manchas destas emoções perturbadoras, e que desenvolveu todas as qualidades boas, como amor, equanimidade e compaixão, sabedoria que conhece toda a existência, e os meios hábeis de guiar outros.

O Dharma incorpora as medidas preventivas que nos afasta dos problemas e sofrimentos. Isto inclui os ensinamentos do Buda, como também as realizações desses ensinamentos, as cessações dos problemas e as suas causas, e as realizações ou caminhos que conduzem a essas cessações.

A Sangha são os seres que têm percepção não-conceitual direta da vacuidade ou verdade última. No nível relativo, a Sangha se refere também às pessoas ordenadas que põem os ensinamentos do Buda em prática.

O Dharma é nosso refúgio verdadeiro, o medicamento que tomamos e que cura os nossos problemas e as suas causas. O Buda é como o médico que corretamente diagnostica a causa de nossos problemas e prescreve o medicamento apropriado. Ajudando-nos na prática, a Sangha é semelhante à enfermeira que nos ajuda a tomar o medicamento.

Tomar refúgio significa que confiamos plenamente nas Três Jóias, para nos inspirar e guiar na direção construtiva e benéfica de levarmos nossas vidas. Tomar refúgio não significa esconder-se passivamente sob a proteção de Buda, Dharma e Sangha. Melhor, é um processo ativo de tomar a direção que eles mostram e melhorar a qualidade de nossa vida.

 

O que é a essência dos ensinamentos do Buda?

Simplificando, é evitar prejudicar outros e os ajudar tanto quanto possível. Outro modo de expressar isto é: Abandone as ações negativas; crie a virtude perfeita; subjugue a sua própria mente. Este é o ensinamento do Buda. Abandonando ações negativas (matando, etc.) e motivações destrutivas (raiva, apego, ignorância, etc.), deixamos de prejudicar a nós mesmos e aos outros. Criando virtude perfeita, desenvolvemos atitudes benéficas, como amor e compaixão imparciais, e fazemos ações motivadas por estes pensamentos. Subjugando nossa mente, cortamos todas as falsas projeções, assim tornamo-nos tranqüilos e pacíficos por entender a realidade.

A essência dos ensinamentos de Buda está também contida nos três princípios do caminho: surgimento definitivo, o bom coração e a sabedoria que realiza a vacuidade. Inicialmente, buscamos emergir da confusão de nossos problemas e as suas causas. Então, vemos que outras pessoas também têm problemas, e com amor e compaixão, dedicamos nosso coração para nos tornarmos um Buda e sermos capazes de ajudar os outros de forma ampla. Para isto, desenvolvemos a sabedoria que compreende a nossa verdadeira natureza e a dos outros fenômenos.

Por que existem muitas tradições budistas?

O Buda deu uma ampla variedade de ensinamentos porque os seres sensientes (qualquer ser que tenha uma mente que não seja um Buda, incluindo aqueles em outros reinos de existência) têm disposições, inclinações e interesses diferentes. O Buda nunca esperou que todos nós encaixássemos num mesmo molde. Assim, ele deu muitos ensinamentos e descreveu vários modos de praticar, para que cada um de nós pudesse encontrar algo adequado ao nível de nossa mente e nossa personalidade.

Com habilidade e compaixão em guiar os outros, o Buda girou a roda do Dharma três vezes, cada vez apresentando um sistema filosófico ligeiramente diferente para adequar as várias disposições de seres sensientes. A essência de todos os ensinamentos é a mesma: o desejo de sair definitivamente do ciclo de constante recorrência de problemas (samsara), compaixão pelos outros e a sabedoria que percebe a ausência de um eu auto-existente.

Nem todos gostam do mesmo tipo de comida. Quando um bufê enorme é colocado diante de nós, escolhemos as comidas que gostamos. Não há obrigação alguma de gostar de tudo. Embora possamos gostar de doces, isto não significa que os pratos salgados não sejam bons e que deveriam ser jogados fora!

De maneira similar, podemos preferir uma certa abordagem para os ensinamentos: Theravada, Terra Pura, Zen, Vajrayana, e assim por diante. Somos livres para escolher o método que nos seja mais adequado e com o qual nos sentimos mais confortáveis. No entanto, ainda mantemos uma mente aberta e respeito pelas outras tradições. À medida que nossa mente se desenvolve, podemos vir a entender os elementos de outras tradições que não havíamos compreendido anteriormente.

Em resumo, praticamos tudo que é útil e que nos ajuda a viver uma vida melhor, e tudo que ainda não entendemos, deixamos a parte sem rejeitá-lo.

Embora possamos achar uma tradição particular mais adequada à nossa personalidade, não devemos nos identificar com ela de um modo concreto: “Eu sou Mahayana, você é Theravada”, ou “eu sou budista, você é cristão”. é importante lembrar que todos nós somos seres humanos buscando felicidade e querendo conhecer a verdade, e cada um de nós devemos achar um método adequado à sua disposição.

Porém, manter a mente aberta para abordagens diferentes não significa misturar tudo ao acaso, fazendo a nossa prática ser como um “chop suey”.

Não misturem técnicas de meditação de tradições diferentes em uma mesma sessão de meditação. Em uma sessão, é melhor fazer uma técnica. Se pegarmos um pouco desta técnica e um pouco daquela, e misturá-las sem entendê-las muito bem, isto poderá deixar-nos confusos.

Porém, um ensinamento enfatizado em uma tradição pode enriquecer a nossa compreensão e prática da outra tradição.

Também é aconselhável fazer as mesmas meditações diariamente. Se fizermos meditação na respiração em um dia, recitarmos o nome do Buda no próximo, e fizermos meditação analítica no terceiro, não faremos progresso em nenhuma delas por não existir continuidade na prática.

 

Quais são as várias tradições budistas?

Geralmente, há duas divisões: Theravada e Mahayana.

A linhagem Theravada (Tradição dos Antigos) que tem sua base nos sutras escritos no idioma Pali, se espalhou da Índia para o Sri Lanka, Tailândia, Birmânia, etc. Enfatiza a meditação na respiração para desenvolver a concentração e a meditação na plena atenção do corpo, sentimentos, mente e fenômenos para desenvolver sabedoria.

A tradição Mahayana (Grande Veículo), baseado nas escrituras escritas em Sânscrito, se espalhou pela a China, Tibet, Japão, Coréia, Vietnã, etc. Embora na prática Theravada, amor e compaixão sejam fatores essenciais e importantes, no Mahayana eles são enfatizados a uma extensão ainda maior.

Dentro do Mahayana, há várias ramos: o Terra Pura enfatiza a recitação do nome do Buda Amitabha para renascer em Sua Terra Pura; o Zen enfatiza meditação para eliminar a mente ruidosa, conceitual; o Vajrayana (Veículo Diamantino) emprega meditação em uma deidade para transformar nosso corpo e mente contaminados no corpo e mente de um Buda.

 

O que significam as imagens na arte tântrica?

O Vajrayana lida muito com transformação, e então, o simbolismo é amplamente usado. Há representações de algumas deidades que são manifestações do Buda, que expressando desejo ou ira.

A imagem sexual não deve ser considerada literalmente, conforme as aparências mundanas. No Vajrayana, as deidades em união sexual representam a união de método e sabedoria, os dois aspectos do caminho que precisam ser desenvolvidos para atingir a Iluminação.

As Deidades iradas não são monstros que nos ameaçam. A ira delas é dirigida para a ignorância e o egoísmo, que são nossos reais inimigos. Estas imagens, quando corretamente compreendidas, mostram como o desejo e a raiva podem ser transformados e, portanto, subjugados. Isto tem um profundo significado, muito além de luxúria e raiva ordinárias. Não devemos interpretá-las mal.

 

Qual é o propósito de recitar mantras?

Os Mantras são sílabas prescritas para proteger a mente. Queremos proteger nossa mente de apego, da raiva, da ignorância, e assim por diante. Quando combinada com os quatro poderes oponentes, a recitação de mantras é muito poderosa na purificação das impressões cármicas negativas em nosso contínuo mental. Enquanto recitamos os mantras, devemos também estar pensando e visualizando uma maneira benéfica para estarmos construindo hábitos construtivos na mente.

Na prática Vajrayana, os mantras são recitados em Sânscrito, em vez de ser traduzido para outros idiomas. A razão para isto é que há uma energia ou vibração especialmente benéficas que são induzidas pelo som das sílabas. Enquanto estivermos recitanto, podemos nos concentrar no som do mantra, em seu significado ou nas visualizações que acompanham conforme o mestre ensinou.

 

Quem é Buda Shakyamuni?

Ele não podia mais reprimir a resolução que sentia para sair à procura de uma solução para os quatro sofrimentos de nascimento, velhice, doença e morte.

Buda Shakyamuni, o fundador histórico do Budismo, nasceu na Índia há aproximadamente 2.500 anos. Buda Shakyamuni era filho de Shuddhodana, o rei do Shakyas, uma tribo pequena cujo reino se situava aos pés dos Himalaias, ao Sul do que é atualmente o Nepal central, a quinze milhas de Kapilavastu. Shakya de Shakyamuni vem do nome da sua tribo e muni significa sábio ou santo. Seu sobrenome era Gautama (Melhor Vaca) e seu nome era Siddhartha (Meta Alcançada).

Sete dias depois do seu nascimento, sua mãe, Maya, morreu e ele foi criado pela irmã mais nova de sua mãe, Mahaprajapati. A morte de sua mãe pode ter sido uma grande influência sobre o delicado jovem, que depois ficou muito perplexo com a questão da mortalidade. Seu pai cuidou muito bem do filho de modos introspectivo e quieto, e lhe deu treinamento especial em literatura e nas artes marciais.

Como um menino, Shakyamuni foi protegido deliberadamente das muitas realidades de vida, tendo crescido entre os prazeres do palácio real. Era natural a expectativa de sua família, que ele assumisse como o líder da tribo e sucedesse ao seu pai.

Embora sua família tivesse tais expectativas, Shakyamuni era extremamente introspectivo e quieto quando jovem, possuindo um senso acentuado de justiça, buscando as respostas para as questões perplexas da vida. Consta que ele se aventurou fora dos limites do palácio em várias ocasiões quando jovem e a cada vez, confrontou-se com os sofrimentos da vida. Em uma determinada ocasião, ele encontrou um homem muito velho. Em outra saída, ele conheceu um homem doente, fraco e queimando em febre. Ainda em outra viagem, ele se impressionou ao conhecer um monge andarilho (bhikshu) que tinha renunciado ao mundo para levar uma vida austera à procura da iluminação espiritual. E novamente, em outra ocasião, ele viu uma pessoa morta na rua. Estes eventos são contados nas escrituras budistas como os quatro encontros. Consta que ele foi profundamente movido por estas confrontações com sofrimento de humano.

Conhecendo a tendência de seu filho para introspecção profunda e o seu desejo de buscar um caminho espiritual, seu pai procurou amarrá-lo à vida dentro do palácio e suas terras. O matrimônio parecia um modo para dissuadir o jovem príncipe de buscar a vida de um asceta. Assim, aos dezesseis anos, o jovem príncipe se casou com a linda Yashodhara que lhe deu um filho, Rahula.

Depois do nascimento do seu filho, Shakyamuni já não conseguia mais reprimir a determinação de abandonar o mundo mundano e sair à procura de uma solução para os quatro sofrimentos inevitáveis de nascer, envelhecer, adoecer e morrer.

Siddhartha renunciou a vida mundana e o seu status de príncipe em torno dos dezenove anos e começou a viver uma vida religiosa. Tendo deixado o palácio dos Shakyas, em Kapilavastu, ele viajou até Rajagriha, a capital do reino de Magadha onde estudou com vários ascetas, porém, depois de seguir as suas disciplinas, ele ainda não conseguia achar as respostas às suas perguntas. Então, ele deixou Rajagriha e seguiu para a margem do Rio Nairanjana perto da aldeia de Uruvilva, onde ele começou a praticar várias austeridades na companhia de outros ascetas. Ele se sujeitou a disciplinas de severidade extrema, ultrapassando os esforços dos seus companheiros, tentando alcançar emancipação através da auto-mortificação, mas depois que seis anos ele rejeitou estas práticas também. Para restabelecer sua força por ter jejuado por tanto tempo, ele aceitou coalhada de leite oferecida por Sujata, uma menina da aldeia. Então, próximo da cidade de Gaya, ele se sentou debaixo de uma figueira e entrou em meditação. Lá, ele alcançou a iluminação aos trinta anos de idade. A figueira mais tarde foi chamada de árvore bodhi, porque Shakyamuni ganhou bodhi – ou iluminação debaixo desta árvore, e o local em si passou a ser chamado de Bodhgaya.

Depois do seu despertar, Shakyamuni permaneceu durante algum tempo sob a árvore Bodhi contemplando sua emancipação. Shakyamuni contemplou como deveria comunicar a sua realização aos outros. Consta que ele questionou se deveria ou não tentar ensinar aos outros, o que ele tinha alcançado. Ele finalmente resolveu tentar fazê-lo, de forma que o caminho para liberação dos sofrimentos de nascer e morrer estivesse aberto a todas as pessoas.

Primeiro, foi até Deer Park em Varanasi, onde ele proclamou as Quatro Nobres Verdades para cinco ascetas que haviam sido seus companheiros. Nos próximos cinqüenta anos desde o seu despertar até a sua morte, Shakyamuni continuou viajando por muitas partes de índia disseminando os seus ensinamentos. Durante a sua vida, os seus ensinamentos espalharam não somente pela a índia central, mas também para áreas mais remotas e pessoas de todas as classes sociais converteram-se ao Budismo.

Aos oitenta anos, Shakyamuni faleceu. O ano anterior à sua morte, ele ficou em Gridhrakuta (Cume de Águia) em Rajagriha. Ele partiu em sua última viagem de Gridhrakuta, indo em direção norte pelo Rio de Ganges, até Vaishali. Ele passou a estação chuvosa em Beluva, uma aldeia perto de Vaishali. Lá, ficou seriamente doente, mas recuperou e continuou ensinando em muitas aldeias. Eventualmente, chegou a um lugar chamado Pava, em Malla. Lá ele ficou doente novamente depois de uma refeição. Apesar da sua dor, continuou a viagem até alcançar Kushinagara. Lá, num bosque de árvores sal (shorea robusta), ele calmamente deitou-se e pronunciou suas últimas palavras. Ele preveniu os seus discípulos dizendo: “Vocês não devem pensar que as palavras de seu mestre não existem mais, ou que vocês ficaram sem um mestre. Os ensinamentos e preceitos que expus para vocês serão seu mestre”. Consta que as suas palavras finais foram, “Decadência é inerente em todas as coisas compostas. Trabalhe pela sua salvação com diligência”.

 

O que significam os vários títulos da Tradição Mahayana, ou seja, Geshe, Rimpoche, Lama, Venerável?

Citando Kendall Magnussen:

Querido Daniel,

“Geshe” refere-se a certo nível de treinamento monástico e filosófico. Esse título é recebido tradicionalmente após cerca de 25 anos de tempo integral de estudos intensivos em um dos grandes monastérios. É semelhante a alguém que adquire um título de Ph.D. de estudo e realização, embora seja muito mais que isso. Também há níveis diferentes de Geshe. Por exemplo, um “Geshe Lharampa” é alguém que se graduou com grandes honras e que foi um dos melhores da turma. Trata-se primordialmente de um título que se refere à excelência acadêmica e grau de treinamento nos textos filosóficos budistas.

“Rimpoche” quer dizer “precioso” e se refere a alguém que nas vidas mais recentes atingiu um grau tão alto de poder, que não precisa mais tomar renascimentos. Porém, fundamentados na compaixão pelos outros, essas pessoas tomam outro nascimento de acordo com a sua vontade – melhor dizendo, tomam a forma humana – para dar ensinamentos. Conseqüentemente, são “preciosos” porque retornaram para nos mostrar como fazer isto nós mesmos.

“Venerável” é o termo para aqueles que são ordenados. Qualquer monge ou a freira é chamado, de maneira tradicional, de “venerável”. Esse é simplesmente um termo de respeito para com aqueles que escolheram a vida monástica e que tomaram para si preservar os ensinamentos nesse caminho.

“Lama” quer dizer literalmente “pesado com qualidades”. é um título que implica que a pessoa que o recebeu demonstrou ter qualidades espirituais e habilidade para conduzir os outros na vida espiritual e no caminho. Há algumas tradições budistas tibetanas nas quais se pode obter o título “lama” depois de cumprir determinado número de retiros e estudos. Em outras tradições, a pessoa precisa obter o título de “lama” demonstrando suas qualidades com o decorrer dos anos – ou porque foram reconhecidos claramente como “Rimpoches” – e, portanto, são “lamas” por definição.

Espero ter sido útil!

Sinceramente,

Kendall Magnussen

Serviços de Educação da FPMT

 

Coleção de Conselhos referentes a Shugden (Dholgyal)

Sua Santidade o Dalai Lama aconselhou aos praticantes do budismo tibetano a não realizarem a prática de Shugden (também conhecido como Dholgyal) e, como a FPMT segue os conselhos de Sua Santidade e o apóia completamente, Lama Zopa Rimpoche solicitou ao Escritório Internacional da FPMT e ao Lama Yeshe Wisdom Archive que reúnam uma série de informações referentes a Shugden para que os centros e estudantes tornem-se amplamente informados sobre esse assunto.

Para obter informações mais detalhadas e conselhos de Sua Santidade

o Dalai Lama sobre o tema (em inglês), clique aqui.

Conteúdo

De Sua Santidade o Dalai Lama:

  • As três razões principais
  • Conselho dado em Zurique, 2005
  • Palestra dada na Segunda Conferência Internacional Gelugpa

Links para obter conselhos de outros Lamas importantes

Política da FPMT

Conselho de Lama Zopa Rimpoche:

  • Extrato de uma carta a Lozang Yinpa, o secretário particular de Sua Santidade o Dalai Lama – Abril de 2001
  • Extrato de uma palestra no Aryatara Institute, Alemanha – 7 de abril de 2001
  • Conselhos pessoais dados a estudantes que questionavam o assunto

Livros disponíveis

 

 

DE SUA SANTIDADE O DALAI LAMA

As três razões principais

As três razões principais pelas quais Sua Santidade, o Décimo quarto Dalai Lama, aconselhou as pessoas contra o ritual de propiciação Dholgyal:

– Tal prática degenera os ensinamentos do Vasto e do Profundo do Budismo, onde nossos refúgios supremos são o Buda, o Darma e a Sanga. Embora os ensinamentos do Profundo do Buda baseiem-se nas Duas Verdades e nas Quatro Nobres Verdades, o apaziguamento ou propiciação Dhogyal, no grau em que são realizados pelos que fazem essa prática, degeneram a prática budista convertendo-a em devoção aos espíritos.

– Isso vai de encontro à abordagem não sectária de Sua Sanidade o Dalai Lama, em especial dentro das tradições do budismo tibetano. Sua Santidade pratica ensinamentos de outras tradições como Nyingma, Sakya e Kagyu simultaneamente com as práticas da tradição Gelugpa, e encoraja todos a fazerem o mesmo. Contudo, a prática de Dhogyal é extremamente sectária.

– O espírito de Dholgyal tem uma longa história de atitude antagônica com relação aos Dalai Lamas e o Governo do Tibete, que remonta ao tempo do Quinto Dalai Lama. Ao longo desse período, tem gerado controvérsias nas tradições Gelugpa e Sakya. Na realidade, o Grande Quinto Dalai Lama e o Grande Décimo terceiro Dalai Lama, assim como muitos outros proeminentes lamas Tibetanos, declararam categoricamente os efeitos prejudiciais dessa prática e desaconselharam a prática de propiciação de Dholgyal

 

 

Do site de Sua Santidade o Dalai Lama

“Alguns dentre vocês devem saber, outros não, de que na tradição tibetana existe a prática da deidade denominada Dorje Shudgen, e que alguns seguem essa prática, que consiste na veneração a essa deidade. Eu me oponho a essa prática porque ela vai de encontro aos meus princípios e aos princípios dos Dalai Lamas.

Tenho solicitado às pessoas que querem ter iniciação comigo que abandonem essa prática e essa deidade. As pessoas que desejarem manter suas práticas de Shugden não devem assistir a nenhum evento ou cerimônia nas quais a relação de professor-discípulo é estabelecida comigo. Isto é algo que cada um tem que decidir por si. Todos têm que cuidar disso por si mesmos. De meu lado, não desejo que esse relacionamento seja estabelecido se for o caso em que a pessoa esteja mantendo a prática de Shugden. Eu entraria em contradição com os compromissos que assumi com os Dalai Lamas anteriores, especialmente com o 5º Dalai Lama, e então peço que se houver alguém que pratique Shugden, que essa pessoa não assista às iniciações. Eu expliquei os motivos por que me oponho à veneração de Shugden e apresentei minhas fontes de maneira muito detalhada”.

– Palestra de Sua Santidade o Dalai Lama em Zurique, 12 de agosto de 2005.

Para ler a palestra inteira (em inglês), clique aqui

 

 

A FPMT patrocinou Geshe Sherab Gyatso para traduzir a palestra dada por Sua Santidade o Dalai Lama na Segunda Conferência Internacional Gelugpa, Dharamsala, Dezembro de 2000 – para lê-la, clique aqui (a tradução também se pode ser encontrada no link www.dalailama.com)

 

 

Para ler outros Lamas importantes, como o Ganden Tri Rimpoche (líder da linhagem Gelugpa) aconselhando sobre esse assunto:
www.tibet.com/dholgyal

 

 

Política da FPMT

Como a FPMT segue os conselhos de Sua Santidade o Dalai Lama, todos aqueles em serviço ou ensinando nos projetos e centros da FPMT não participam de práticas de Shugden.

Do Manual da FPMT:

Todas as pessoas que prestam serviço ou ensinam nos centros da FPMT ficam comprometidos a seguir os conselhos de Sua Santidade o Dalai Lama. Por exemplo, Sua Santidade proibiu a prática do então chamado protetor Do Gyel (Shugden); por isso, os professores ou os outros afiliados à FPMT não podem se engajar nessa prática.

 

 

De Lama Zopa Rimpoche, Diretor Espiritual da FPMT

Extrato de uma carta de Lozang Jinpa, secretário pessoal de Sua Santidade o Dalai Lama – Abril de 2001.

“O Conselho de Administração da FPMT fez há pouco uma política relativa à prática de Shugden. A FPMT não convidará ninguém que faça essa prática para atuar como professor residente ou como professor visitante. Claro que, às vezes, é difícil dizer se alguém omite que realiza essa prática. Por favor, informe Sua Santidade sobre isso”.

 

 

Palestra dada no Instituto Lama Tzong Khapa, em 22 de outubro de 2000.

Rimpoche lê uma parte da carta que Ele estava escrevendo a Kyabje Trijang Rimpoche, dando explicações sobre as qualidades de Sua Santidade o Dalai Lama e sobre como nós podemos confiar no Seu conselho para não praticar Shugden. Também como praticar a devoção ao guru, e como abandonar aquela prática sem criticar o guru.

Extrato de uma palestra dada no Aryatara Institute, na Alemanha – 7 de abril de 2001

“…Portanto, quero especificar um ponto extra, relativo à verificação habitual que é explicada nos ensinamentos. Gostaria de acrescentar que, se você estiver fazendo uma conexão de Darma nova com um mestre, observe com detalhes para ter certeza de que esse mestre não seja alguém contra Sua Santidade o Dalai Lama, particularmente com respeito à prática do ser denominado Dholgyel ou Shugden. Nesses dias, essa é uma análise a mais que deve ser feita. Dessa forma evitamos problemas no futuro…”

[Rimpoche começa a descrever como realizar a pratica de devoção ao guru sem criticar o guru].

 

 

Conselho pessoal dado aos alunos que questionaram esse assunto (em inglês):

http://www.lamayeshe.com/lamazopa/advicebook/practice/shugden.shtml

 

 

Livros Disponíveis

(em inglês)

The Worship of Shugden – Documents Related to a Tibetan Controversy

Dept of Religion and Culture, Central Tibetan Administration, Dharamsala, India.

A Brief History of Opposition to Shugden

Editado e compilado pelo The Dolgyal Research Committee, aos cuidados do Dept of Religion and Culture, Central Tibetan Administration, Dharamsala, índia.

The Shuk-Den Affair – Origins of a Controversy

Georges Dreyfus, Williams College, Fall 1999.

Narthang Publications, Narthang Buildling, Gangchen Kyishong, Dharamsala, HP, India.

(O ensaio principal está disponível para leitura em https://www.dalailama.com/teachings/words-of-truthhttp://www.dalailama.com/page.149.htm)

NB: no caso de algum centro desejar obter cópias desses livros, escrever para Drolkar no Tushita Meditation Center – tushita1@vsnl.com