Glossário de Termos Budistas

A

Português Tibetano/Sânscrito Significado
abidharma chö-ngön- pa; abidharma A terceira das três cestas (tripitaka) do cânone budista, sendo que as outras são o Vinaya e o Sutra; a análise filosófica e psicológica sistematizada da existência que é a base dos sistemas budistas de princípios filosóficos e treinamento mental.
ações errôneas nyes-pa Ações associadas às aflições mentais (delusões) que trazem a infelicidade como resultado.
aflições mentais,
delusões ou
enganos
nyon-mong; klesa Um obstáculo que cobre a natureza essencialmente pura da mente, sendo assim responsável pelo sofrimento e insatisfação; As funções mentais contaminadas, que são obstáculos à liberação e são causas de sofrimento. As relações diferem conforme as diversas escolas. As raízes das aflições mentais são (1) ignorância, (2) desejo (apego”, “luxúria” ou “vício”), (3) raiva (ou “ódio” or “agressão”), (4) orgulho(ou “arrogância”), (5) dúvida, e (6) visões errôneas. “Klesha” é também traduzido como “emoções perturbadoras”, “emoções negativas”, “delusões” ou “aflições mentais”. Vide Delusões.
agarrar-se à auto-existência bdag-‘dzin A crença de que os fenômenos e si são independentemente auto-existentes.
agitação mental rgad-pa Agitação grosseira é a mente focalizada parcialmente em qualquer objeto que não seja o objeto da meditação. Agitação sutil é a sensação de “elevação” que distrai o meditador.
agregados phung pó; skandha Os constituintes psico-físicos que formam um ser senciente: forma, sensação, cognição, fatores mentais (ou composicionais) e consciência.
agregados contaminados nyer-lam phung-pa Contaminado refere-se a qualquer coisa que surja de atos e aflições mentais, e assim inclui qualquer dos três tipos de sofrimento. Os agregados são cinco: forma, sensação, cognição, fatores mentais, e consciência. Agregados contaminados são como água e sofrimento como bolhas que surgem invariavelmente na superfície da água. Ambos têm a mesma natureza; apenas suas formas são diferentes.
água com as oito qualidades yan-lag brgyad-ldan-chu Fresca, clara, saborosa, macia, leve, sem odor, que não prejudica a garganta, que não prejudica o estômago.
Akshobhya Mi-kyö-pa O Imperturbável. Um dos cinco dhyani budas, ou líderes das cinco famílias búdicas, que representam os skandas (ou agregados) plenamente purificados. Ele é o senhor da família vajra e representa a consciência e a Sabedoria Semelhante ao Espelho.
alegria, alegrar-se A atitude de apreço e sentimento de felicidade sobre as ações positivas e virtuosas, tanto as próprias quanto as dos outros; deleitar-se com as boas qualidades, o sucesso, a boa fortuna, etc. dos outros.
Amitabha amitabha Um dos cinco Dhyani Budas, representa o agregado do discernimento de todos os Budas e a Sabedoria Que Discerne.
Amogasiddhi amogasiddhi Um dos cinco Dhyani Budas, representa o agregado dos fatores composicionais de todos os Budas e a Sabedoria Que Tudo Realiza.
amor byams pa; maitri O desejo de que os outros seres tenham felicidade e suas causas.
apego sred pa/’dod chags Um dos Três Venenos. A inabilidade de separar-se de uma pessoa ou coisa, apesar disso levar ao sofrimento. Normalmente as boas qualidades do objeto são exageradas. É uma das maiores delusões mentais que impede que se alcance a iluminação.
apego ao “eu” A compulsão ignorante de considerar a si mesmo, ou “eu”, como permanente, auto-existente, e independente de todos os outros fenômenos.
arhat; destruidor de inimigos dgra-bcom-pa; arhat Literalmente, subjugador de inimigos. Uma pessoa que destruiu seu inimigo interno, as delusões e alcançou a liberação da existência cíclica Há três tipos: 1) o que alcança a liberação da existência cíclica como Ouvinte, (2) como Realizador Solitário, ou (3) o que alcança a iluminação.
arhati arhati Feminino de arhat. Uma mulher que alcançou o estado do arhat.
arya arya Literalmente, nobre, superior. Alguém que tenha realizado a experiência meditacional direta da sabedoria da vacuidade.
atenção consciente (às vezes, memória) dran pa; smrti Atenção consciente, especialmente a atenção consciente aos nossos próprios pensamentos, sentimentos, atitudes e comportamentos.
Atisha A-ti-sha; Atisa Grande pandita budista da Índia, que levou as principais linhagens ao Tibet (982-1054).
atitude extraordinária dhag-bsam A intenção de liberar todos os seres sencientes por esforço próprio.
auto-existente ngo-bos-grub-pa Sinônimos: intrinsecamente existente, independentemente auto-existente, verdadeiramente existente
Avalokitesvara spyan ras gzigs Chenresig. O buda da compaixão. Uma deidade de meditação que incorpora a compaixão plenamente iluminada.

B

Português Tibetano/Sânscrito Significado
bardo bardo O estado de existência intermediário entre a morte e o renascimento, cuja duração varia de 7 a 40 dias, após o que o ser certamente renascerá .
benefício supremo para si e para os outros rang-gzhan don-gnyis mthar-phyin O estado da Budeidade que tem as qualidades da completa cessação, sabedoria, compaixão, etc. Sinônimo: meta dual, dois benefícios.
bhumi as; bhumi Literalmente, terra, solo, chão ou nível. Refere-se aos sucessivos níveis de realização no caminho até a Iluminação. No caminho Mahayana, 10 desses níveis são reconhecidos. O Vajrayana identifica 13 bhumis. Vide Dez Níveis.
bodhicitta ou mente bodhi byang-chub-kyi sems; bodhicitta A determinação altruísta de alcançar a iluminação com o único propósito de iluminar todos os seres sencientes. Bodhicitta absoluta é a percepção direta da verdade absoluta por um Ser Nobre do Grande Veículo. Bodhicitta relativa distingue-se em de aspiração e atuante (ou engajamento). A bodhicitta de aspiração é o desejo de alcançar a Iluminação para libertar todos os seres sencientes da existência cíclica. Bodhicitta atuante é o engajamento nos votos e práticas dos Bodhisattvas.
bodhisattva byang-chub sems-dpa, bodhisattva Aquele que despertou a bodhicitta e entrou nos caminhos Mahayana. e cuja prática espiritual é dirigida para alcançar a iluminação. Aquele que possui a motivação compassiva da bodhicitta. O Ser que aspira a Iluminação.
buda sangs-rgyas; buddha Um ser totalmente iluminado. Aquele que eliminou todas as obstruções mentais e desenvolveu todas as boas qualidades até a sua perfeição, e atingiu a onisciência. A primeira das Três Jóias do refúgio.

Sinônimos: Arhat do Grande Veículo, Conquistador, Senhor dos Sábios, Guru Principal, O Onisciente, Aquele que Foi Além, O Vitorioso, O Senhor Vitorioso, etc.

Buda Sakyamuni sha-pa thub-pa; Sakyamuni O quarto dos mil budas desta era mundial. Nasceu como um príncipe do clã Shakya no norte da Índia, ele ensinou os caminhos do sutra e tantra até a liberação e plena iluminação; fundador do que passou a ser chamado de budismo (Skt: buddha—”plenamente desperto”) (563-483 A.C.).
buddhadharma buddhadharma Os ensinamentos do Buda, As realizações internas alcançadas ao praticar os ensinamentos do Buda. Vide Dharma.
budeidade sangs-rgyas go-phang O estado alcançado por um Buda; estado búdico.
budismo Religião, filosofia fundada por Buda Shakyamuni. Todas as escolas budistas concordam nos quatro selos e nas nas principais doutrinas: karma, renascimento, vacuidade.
budista nang-pa Aquele que tomou refúgio nas Três Jóias de Refúgio: Buda, Dharma e Sangha e que aceita a visão filosófica dos “quatro selos”: que todas as coisas condicionadas são impermanentes, todas as coisas condicionadas são insatisfatórias por natureza, todos os fenômenos são vazios; e o nirvana é a verdadeira paz.

C

Português Tibetano/Sânscrito Significado
caminho bodhi byang-chub-lam Caminho da Iluminação, em geral, pode ser distinguido em três tipos, cada um com cinco caminhos: (i) os cinco caminhos progressivos dos Ouvintes que culmina na liberação solitária; (ii) os cinco caminhos progressivos do Realizador Solitário que culmina na liberação solitária; e (iii) os cinco caminhos progressivos do Grande Veículo, que culmina na Budeidade onisciente. Ao progredir nos caminhos do Grande Veículo, o Bodhisattva passa por dez níveis, que começa com a visão direta da verdade absoluta e termina no alcance iminente da Budeidade.
Caminho do meio madyamika A visão apresentada nos sutras de prajñaparamita de Buda Shakyamuni e esclarecido por Nagarjuna de que todos os fenômenos são surgimentos dependentes, e portanto evita os extremos equivocados de auto-existência e não existência, eternalismo e niilismo.
Caminho gradual lam-rim Uma apresentaçãp dos ensinamentos de Buda Shakyamuni sob a forma adequada para o treinamento passo-a-passo do discípulo. O lam-rim foi inicialmente formulado pelo grande mestre indiano Atisha (Dipankara Shrijnana, 982-1055) quando ele foi ao Tibet em 1042. Vide também Três Caminhos Principais.
campo búdico Os campos búdicos são os infinitos paraísos que são habitados por incontáveis budas e bodhisattvas. Os campos búdicos estão além do reino do samsara.
campo de méritos tsogs-zhing Os Objetos de Refúgio Budistas normalmente visualizados à frente, perante o qual acumulamos Virtude ou Méritos. Os campos de méritos usados nas práticas tântricas são bastante elaborados.
cessação ‘gog pa; nirodha Refere-se à cessação parcial ou completa de ações errôneas e obstruções.
chakra khor lo / rtsa khor; chakra Roda de energia. Um ponto focal de energia ao longo do canal central (shushuma) sobre o qual o praticante dirige sua concentração, especialmente durante o estágio de consumação do ioga tantra superior.
Chandrakirti chandrakirti O filósofo budista da Índia do século VI, que escreveu os comentários sobre as obras de Nagarjuna. Sua obra mais conhecida é Um Suplemento ao Caminho do Meio (Madhyamakavatara).
chulen chu-len Literalmente, “tomar a essência.” As pílulas chu-len são feitas de ingredientes essenciais; tomando apenas algumas a cada dia, grandes meditadores podem permanecer reclusos em retiro durante meses ou anos sem depender de alimentos normais.
cinco ações hediondas ou cinco negatividades imediatas Tib: tsam-med-kyl-lä; Skt: anantarya karma As cinco ações que são tão pesadas que causam o renascimento no inferno “imediatamente”, isto é, na próxima vida, sem nenhum outro renascimento antes deste. Elas são (1) matar a própria mãe; (2) matar o próprio pai; (3) matar um arhat; (4) criar um cisma ou causar divisões hostis na Sangha; e (5) maliciosamente causar ferimento em um Buda.
cinco agregados phung po lnga / pancaskanda Vide Agregados.
cinco caminhos Os caminhos por onde os seres progridem até a liberação e a iluminação; os caminhos de acumulação, preparação, visão (insight), meditação e não mais aprender.
cinco ciências ou cinco Temas gnas-lnga, ou rig-gnas Um pandita budista domina cinco temas maiores e cinco temas secundários. Os cinco temas maiores são: 1) medicina avançada, 2) artes (fabricação de mandalas, thangkas, stupas, etc.) 3) lingüística avançada, 4) dialética, 5) religião e filosofia budista. Os cinco menores são: 1) medicina básica, 2) astrologia, 3) semântica, 4) composição, 5) poesia.
cinco degenerações snyings-lnga As degenerações do fim dos tempos. São elas: (1) diminuição do tempo de vida, (2) aumento das visões errôneas, (3) aumento das aflições mentais, (4) aumento das dificuldades para domar os seres, e (5) aumento de lutas.
cinco famílias de Buda sangs rgyas kyi rigs lnga / Pancabuddhakula Cada uma das cinco famílias búdicas tem um Buda principal que representa a forma purificada de um dos cinco agregados e um Buda feminino que representa um dos cinco elementos em forma purificada. Vairocana (família da Roda) representa a forma purificada; Akshobya (família Vajra) a consciência purificada; Ratnasambhava (família Ratna) o aspecto purificado da sensação; Amitabha (família Padma) percepção / discernimento); Amoghasiddhi (família Karma) fatores composicionais.
cinco negatividades quase imediatas nye-wa’i-tsam-med As cinco ações que são semelhantes às cinco negatividades imediatas no sentido de que causam renascimento no inferno, mas não necessariamente na vida imediatamente seguinte. São elas: (1) violar sexualmente a própria mãe que é também uma arhati; (2) matar um bodhisattva que está destinado a ser um buda; (3) matar um arya que não alcançou o estágio de arhat; (4) roubar a propriedade da Sangha ; e (5) destruir uma estupa.
cinco preceitos O principal princípio ético para budistas laicos, absterpse de: matar, pegar o que não foi dado, ter má conduta sexual, mentir, ingerir intoxicantes.
cinco sabedorias ye shes lgna; pancajnana As cinco sabedorias são: (1) cognição pura da realidade (dharma-dhatujnana); (2) cognição pura semelhante ao espelho (adharshajnana); (3) cognição pura da igualdade (samatajnana); (4) cognição pura do discernmento (pratyavekshanajnana) (5) cognição pura que tudo realiza (krityupasthanajnana). Essas são relacionadas aos Cinco Dhyani Budas.
compaixão snying-rje; karuna O desejo de que os outros fiquem livres dos sofrimentos físicos e mentais. É um pré-requisito para o desenvolvimento da bodhicitta. A compaixão é simbolizada pela deidade de meditação Avalokiteshvara (Chenresig).
compromissos dzm- tsig; samaya Promesas e compromissos assumidos ao engajar nas práticas espirituais. Vide “Samaya”.
concentração ting-dzin, ou ting-nge-dzin; samadhi Os vários tipos de concentração incluem, ordinária, profunda, uni-focada ou uni-direcionada, quietude mental.
concentração profunda bsam-gtan; dhyana Um tipo de concentração. Quando associada à Bodhicitta, é a quinta das seis perfeições. Quando associada à motivação mundana é causa de renascimento como deus sansárico nos reinos da forma e sem forma.
concentração uni-focada rtze-gcig gnas-pa’i ting ‘dzin Concentração fixa focalizada em um único objeto. Um estágio do desenvolvimento da quietude mental. Um estado de profunda absorção meditativa, concentração unifocada sobre a natureza exata das coisas, livres de pensamentos discursivos e conceitos dualistas.
condicionado / composto Descreve todos os vários fenômenos no universo – compostos por elementos separados e sem natureza intrínseca própria.
conduta do bodhisattva byang-chub sems-dpa’i spyod-pa As seis perfeições e as quatro maneiras de reunir discípulos. Sinônimos: Práticas do Bodhisattva, atividades do Bodhisattva.
confissão de quedas ltung-bshags Um texto a ser recitado para neutralizar os atos não virtuosos.
Conquistador bcom-ldam-das; bhagavan, rgyal ba / jina Um epíteto de Buda.
conquistadores solitários rang-rgyal; pratyeka Budistas que entraram nos caminhos dos Conquistadores Solitários com a meta de liberação solitária. Eles confiam principalmente no refúgio no Dharma.
contaminado zag-bcas; sasrava “Contaminado” refere-se a qualquer coisa que surja de atos e aflições mentais, e deste modo inclui qualquer dos três tipos de sofrimento.
contínuo mental A continuidade da mente, vida após vida e que contém as impressões kármicas de todas as vidas.
corpo da verdade chos-ski; dharmakaya A mente de Buda que inclui o “corpo da verdade”. A mente onisciente de um ser totalmente iluminado, que está livre de todo impedimento e permanece absorvido em meditação direta na percepção da vacuidade enquanto simultaneamente tem consciência de todos os fenômenos. O resultado da completa e perfeita acumulação de sabedoria. Um dos três corpos de um Buda. Vide também Corpo de Natureza de Dharma e o Corpo de Sabedoria de Dharma.
corpo de emanação sprul-sku; nirmanakaya O “corpo de emanação”; a forma em que a mente iluminada aparece para beneficiar os seres comuns. Um dos três corpos de um buda. Todas as manifestações físicas do Buda que não seja o Corpo de Utilidade. Vide também dharmakaya, sambhogakaya e Emanações .
corpo de forma gzugs-sku; rupakaya Inclui os Corpos de Utilidade (ou de Desfrute) e o Corpo de Manifestação Física. O “corpo de forma.” O corpo santo de um ser totalmente iluminado, que é resultado da acumulação perfeita e completa da acumulação de méritos. Ele tem dois aspectos. O sambhogakaya, ou “corpo de utilidade,” é a forma em que o ser iluminado aparece para beneficiar bodhisattvas altamente realizados; o nirmanakaya, ou “corpo de emanação,” é a forma em que a mente iluminada aparece para beneficiar seres comuns.
corpo de natureza de dharma ngo-bo nyid-sku; svabhavikakaya A vacuidade da mente de Buda.
corpo de sabedoria de dharma ye-shes chos-sku; jnana-dharmakaya A onisciência de Buda.
corpo de utilidade, corpo de desfrute longs-sku, sambhogakaya A forma na qual a mente iluminada aparece para beneficiar os bodhisattvas altamente realizados. Ele possui os cinco atributos definitivos; é cercado pelos Nobres Bodhisattvas discípulos, só dá ensinamentos do Grande Veículo, e possui as 112 marcas da perfeição. É um dos três corpos de um buda. Veja também dharmakaya e nirmanakaya.

D

Português Tibetano/Sânscrito Significado
daka kha-dro; dpa’-bo; daka Literalmente, “um viajante do céu”. Um tipo de deus masculino que ajuda a fazer surgir a energia extasiante em praticantes tântricos quelificados. Alguns vivem na existência cíclica, alguns nos reinos puros. No Campo de Méritos eles são emanações do Buda.
dakini kha-droma; mkha’-gro; dakini Literalmente, “uma viajante do céu”. Um tipo de deusa que ajuda a fazer surgir a energia extasiante em praticantes tântricos quelificados. Algumas vivem na existência cíclica, algumas nos reinos puros. No Campo de Méritos elas são emanações de Buda.
damaru damaru (skt) Um pequeno tambor de mão usado em práticas tântricas.
deidade A forma simbólica de um ser puro, manifestado pela sabedoria do Buda.
delusão / enganos nyon-mong; klesa Um obscurecimento que cobre a natureza essencialmente pura da mente, sendo portanto responsável pelo sofrimento e insatisfação; a principal delusão é a ignorância, da qual crescem o apego, a raiva, a inveja, e todas as outras delusões. Vide Aflições Mentais.
demônio bdud; mara Influências nocivas que impedem a prática. Eles existem em um número infinito de formas, inclusive como seres malignos ou halucinações. Doença e morte, bem como os três venenos de apego, raiva e delusão são igualados a demônios, uma vez que eles perturbam a mente.
deuses do local Deuses (masculinos e femininos) das montanhas, lagos, rios e outros lugares geográficos. Vide Senhor do Local.
Devadatta Devadatta O nome do primo ciumento do Buda que só via defeitos no Buda.
dez ações não virtuosas As dez ações não virtuosas se dividem em três de corpo, quatro de fala, e três de mente. São elas:
1. Matar; 2.roubar; 3. má conduta sexual; 4. mentir; 5. caluniar; 6. fala agressiva; 7. fala fútil ou tagarelice; 8. cobiça; 9. malidicência; 10. visões errônias.
dez direções Norte, Sul. Leste, Oeste; Nordeste, Noroeste, Sudeste, Sudoeste, Zênite e Nadir.
dez dotes, dez fortunas, ou dez riquezas Vide Oito lazeres e dez dotes.
Dez níveis sa bcu / dashabhumi/
rab tu dga ‘ba / pramudita
dri ma med pa / vimala
‘od byed pa / prabhakari
‘od ‘phro ba / archishmati
sbyang dka’ ba / sudurjaya
mngon du gyur pa / abhimukhi
ring du song ba duramgama
mi g.yo ba / achala
legs pa’i blo gros / sadhumati
chos kyi sprin / dharmamegha
Estágios no caminho da Budeidade:
1 gozoso
2 imaculado
3 luminoso
4 radiante
5 difícil de conquistar
6 manifesto
7 longo alcance
8 inabalável
9 boa inteligência
10 nuvem do Dharma (Budeidade)
dez perfeições ou dez paramitas As dez perfeições incluem as seis paramitas (Vide) mais: método, prece, poder, nobre sabedoria.
dez poderes Os 10 poderes de um Buda são:
poder de conhecer o correto e o incorreto, de conhecer as consequencias das ações, de conhecer as diferentes inclinações mentais dos seres, de conhecer as distintas faculdades dos seres, de conhecer os distintos gráus de inteligência dos seres, de conhecer os caminhos que levam ao sucesso, de conhecerlos fenômenos contaminados e os puros, de conhecer as vidas passadas, de conhecer a morte e o nascimento dos seres, de conhecer a extinção das aflições.
Dharma chos; dharma Os ensinamentos espirituais, particularmente aqueles de Buda Sakyamuni. Literalmente, o que nos protege contra o sofrimento. É a segunda das Três Jóias de Refúgio. Pode significar “fenômenos” ou “Precioso Dharma Supremo”. Vide Buddhadharma.
dharmakaya chos-ski; dharmakaya Vide Corpo da Verdade.
dois benefícios don-gnyis Benefício supremo para si e para os outros.
dois estágios (do tantra) rim-gnyis O estágio de geração e o estágio de consumação.
dois extremos As duas visões extremas de eternalismo e niilismo.
dois tipos de arhats dgra-bcom-mam-gnyis A liberação solitária (1) de um Ouvinte e (2) de um Conquistador Solitário.
dorje dorje; vajra Um implemento tântrico que simboliza o método (compaixão ou êxtase), que é segurado na mão direita (lado masculino), usualmente junto com o sino, que simboliza a sabedoria e é segurado na mão esquerda (o lado feminino).
O dorje simboliza as qualidades essenciais do budismo. Assim como um diamante é duro, os ensinamentos do Buda também são indestrutíveis. O poder de um raio é semelhante ao poder da mensagem do Buda que tem o poder de cortar através da ignorância e guiar todos os seres até a iluminação.
Dorje Khadro Dorje Khadro / Vajradaka Uma deidade cuja função é a de purificar as negatividades através de seu puja de fogo específico jin—sek. Veja também ngon-dro.
dotes ‘byor-ba Há dez dotes que capacitam a prática do Dharma: (1) nascer como humano, (2) nascer em um “pais central” onde há oportunidade de praticar o Dharma, (3) ter faculdades de corpo e mente completas e perfeitas, (4) uma vida sem atos extremamente pervertidos, (5) fé nos ensinamentos de Buda, (6) há um Buda ou seu representante – um Mestre Espiritual qualificado- durante sua vida, (7) receber os ensinamentos do Dharma, (8) prosperidade do Dharma, (9) existem verdadeiros seguidores do Dharma, (10) existem condições favoráveis para a prática, especialmente a bondade dos outros. As cinco primeiras fortunas são pessoais e as cinco últimas são circunstanciais. Sinômino: Fortuna.
doze elos do surgimento dependente ten-drel chu-nyi; pratitya samtrtpada Os doze passos na evolução da existência cíclica: ignorância, formação kármica, consciência, nome e forma, campos sensoriais, contato, sensação, apego, aferramento, devir (vir-a-ser), ou existência, nascimento, e velhice e morte. Esta é a explicação de Buda Shakyamuni sobre como os enganos e o karma prendem os seres sencientes ao samsara, fazendo-os renascer no sofrimento novamente vez após vez; os doze elos são retratados na pintura tibetana “Roda da Vida.”
doze feitos do buda 1.Sua descida de Tushita na forma de um elefante branco.
2.Sua concepção no útero da Rainha Mayadevi.
3.Seu nascimento nos bosques de Lumbini
4.Sua proeza em artes e ciências. Como um jovem leão entre homens quando ele subjugou o orgulho dos outros através de seu poder milagroso em um concurso.
5.Seu casamento com Yashodhara, nascimento de seu filho Rahula, e desfrute de prazeres da realeza.
6.A grande renúncia ao samsara, abandonando sua vida de príncipe e sua auto-ordenação na estupa completamente pura.
7.Sua permanência nas margens do rio Nairanjana realizando práticas austeras por seis anos, e sua renúncia a elas.
8.Sua realização da iluminação no trono vajra em Bodhgaya.
9.Suas três giradas da roda do Dharma.
10.Sua derrota dos seis panditas e Devadatta.
11.Suas ações milagrosas que tornaram o Dharma digno de oferecimentos por homens e devas.
12.O milagre das relíquias: após a sua morte aos 83 anos em Kushinagar, suas relíquias milagrosas foram divididas em oito para o benefício de seus alunos e das futuras gerações.
duas acumulações ou duas coletânea tsogs-gnyis A acumulação de Méritos e Sabedoria.
duas obstruções skyon-sgrib-gnyis (1) As obstruções das aflições mentais, e (2) as obstruções à onisciência.
duas verdades bden gnyis (1) A verdade relativa ou convencional cotidiana do mundo mundano, sujeita às delusões e dicotomias, e (2) a Verdade Suprema ou Verdade Última, que transcende dicotomias, conforme o Buda ensinou.

E

Português Tibetano/Sânscrito Significado
emanações sprul-pa, nirmana A manifestação de seres e formas. O Buda se emana em qualquer forma conveniente ao desenvolvimento dos seres individuais. Assim, para um Nobre Bodhisattva, ele surge com um Corpo de Utilidade, enquanto que para um ser comum sem desenvolvimento espiritual, ele pode surgir como um Guia Espiritual, um monge, um governante, um servo, ou até mesmo uma árvore ou ponte. Só aqueles cujas ações passadas criaram as causas necessárias podem estar presentes quando ele surgir como um Mestre Mundial como Buda Sakyamuni ou Buda Maitreya.
emoções perturbadoras nyon mongs; klesa Sinônimo de delusões e alfições mentais.
eon bskal pa; kalpa “Grande eon”: o tempo de vida do universo. “Pequeno eon”: o tempo correspondente a um-vigésimo de um grande éon.
eon afortunado bskal-bzang; bhadrakalpa A segunda metade de um eon durante o qual o tempo médio de vida dos seres está diminuindo. Este tempo de aumento de infelicidade conduz à prática do Dharma e portanto os Budas aparecem como Mestre Mundiais. Por isso, é conhecido como um tempo de luz. Sinônimo: Tempo de Luz.
eon escuro mun-bskal A primeira metade de cada eon durante a qual o tempo médio de vida está aumentando. O tempo de felicidade crescente não é propício à prática do Dharma e, portanto, os Budas não aparecem. Assim, é conhecido como tempo de escuridão.
equanimidade btang snyoms / upeksa O estado mental livre do apego, ódio e indiferença pelos seres sencientes. A ausência da discriminação habitual dos seres como amigo, inimigo e desconhecido, que resulta da realização de que todos os seres são iguais em desejar a felicidade e não desejar o sofrimento e que desde os tempos sem princípio, todos os seres já tiveram todos os tipos de relacionamento uns com os outros. A mente imparcial que serve como base para o desenvolvimento do grande amor, grande compaixão e bodhicitta.
esfera do dharma chos-dbyings; dharmadhatu Vide Verdade Absoluta.
esforço entusiástico brtzon-grus, virya A quarta das seis perfeições. Entusiasmo e perseverança em praticar a virtude.
espírito faminto ou fantasma faminto yi dvags; preta Um dos seis estados da existência. Um ser obsecado por apego, vivendo no reino dos pretas que se escontra dentro do reino do desejo, principalmente o sofrimento resultante de falta de alimento, bebida e abrigo.
estado intermediário bar-do O estado entre a morte e o renascimento. Vide Bardo.
estágio de consumação dzok- rim O segundo dos dois estágios do ioga tantra superior, durante o qual se ganha o controle sobre o corpo vajra.
estágio de geração kye- rim O primeiro dos dois estágios do ioga tantra superior, durante o qual se cultiva a aparência clara e o orgulho divino da deidade meditacional.
estupa mchod rten; stupa Relicários budistas que vários tamanhos, de imensos até poucos centímetros de altura, que representam a mente iluminada. Normalmente, contém relíquias de seres altamente realizados ou iluminados.
eternalismo rtag-pa’i lta-ba; shasvata vadin A visão que considera todos os fenômenos como auto-existentes e acredita na existência de um eterno “eu”. Uma das duas visões filosóficas extremas que impedem os praticantes de alcançar realizações da vacuidade.
ética tshul khrims ; sila A segunda das seis paramitas de um Bodhisattva e também chamada de paramita da moralidade.
“eu” O conceito errôneo do eu, a crença equivocada de que “eu sou auto-existente.” A ignorância fundamental que nos causou a circular pela existência cíclica desde os tempos sem princípio.
existência cíclica srid-pa ou khor-ba; samsara O ciclo contínuo de renascimentos contaminados nos reinos do desejo, da forma e sem forma.
Os seis reinos da existência condicional, três inferiores: dos infernos, fantasmas famintos (skt pretas) e animal – e os três superiores: humano, semideuses (skt asura) e deuses (skt sura). É o ciclo contínuo e sem início de morte e renascimento sob o controle dos enganos (emoções aflitivas) e carma e repleta de sofrimento. Refere-se também aos agregados contaminados de um ser senciente.
existência inerente rang bzhin gyis grub pa; svabhavasiddhi Aquilo de que os fenômenos estão vazios; o objeto a ser negado, ou refutado. Para a ignorância, os fenômenos parecem existir independentemente, por si só, parecem existir inerentemente.

F

Português Tibetano/Sânscrito Significado
feitos / atos las; karma As ações de qualquer ser senciente. As ações se distinguem em dois tipos: ações mentais – atividade associada a levar a consciência ao seu objeto de atenção; e ações instigadas – atividades do corpo e palavra, que são levadas a efeito pela mente. As ações são boas, más ou neutras, dependendo da motivação e dos fatores mentais a elas associados. Ações virtuosas só resultam em felicidade, as ações não-virtuosas, só em sofrimento.
filho espiritual sras, rgyal sras; jinaputra Literalmente, “Filho dos Vitoriosos” ou “Principe”. Sinônimo: Bodhisattva.
fogo interno tum-mo A energia que reside no chakra umbilical, que se acende durante o estágio de consumação do ioga tantra superior e que é usado para levar os ventos-energia para dentro do canal central. É também chamado de fogo interno ou psíquico.
força inspiradora byin-gyis brlab-pa; adhisthana O poder e influência dos Objetos de Refúgio que ajudam a aumentar suas habilidades e realizações.

G

Português Tibetano/Sânscrito Significado
gelug / gelugpa gelug / gelup-pa Geluf refere-se à linhagem e gelugpa ao praticante da linhagem. A linhagem Gelug (‘os virtuosos’) do budismo tibetano que emergiu no século XIV, fundada por Tsongkhapa que era renomado por seu scholasticism e sua virtude. Os seguidores da linhagem Gelug são às vezes chamados de “chapéus amarelos’. A principal ênfase é sobre a ética e sólidos estudos antes de uma meditação séria. Em 1642 o Quinto Dalai Lama, da linhagem Gelug, tornou-se o líder secular e religioso do Tibet.
generosidade sbyin pa; dana A primeira das seis paramitas de um Bodhisattva e também chamada de paramita da caridade.
geração frontal Na prática tântrica, onde a Deidade é visualizada à frente do praticante.
geshe Um geshe é um monge com estudos filosóficos, alguém que é um especialista nas escrituras budistas importantes. Para se tornar um geshe passa-se por uma série de exames orais rigorosos, caracterizados pelo debate virtuoso. A palavra “geshe” é também uma abreviação de Gewa’i Shenyen. Gewa’i significa virtuoso. Shenyen significa amigo espiritual.
gompa Na prática tântrica, onde a Deidade é visualizada à frente do praticante.
gotas Um constituinte do corpo vajra usado na geração de grande êxtase. Na concepção, um dos dois tipos de gotas vermelhas são recebidos da mãe e as gotas brancas do pai.
grande veículo theg-chen, mahayana (sânsc. Mahayana) O veículo dos Bodhisattvas. A meta deste veículo é a Budeidade. Vide Mahayana.
Guhyasamaja Sang-wa Dü- pa / guhyasamaya Deidade de meditação masculina da classe paterna do ioga tantra superior, uma manifestação do Buda Akshobhya.
guru bla-ma; guru Um guia ou mestre espiritual. Aquele que mostra a um discípulo o caminho até a liberação e a iluminação. Literalmente, “pesado” —pesado com o conhecimento do Dharma. No tantra, o mestre é visto como inseparável da deidade meditacional e das Três Jóias de refúgio. Vide também guru raiz.
guru ioga guru yoga A prática tântrica fundamental, onde o guru é visto como idêntico e inseparável dos budas, deidade pessoal de meditação, e natureza essencial da própria mente do discípulo.
guru raiz tsa-wäi lama O principal Mestre Espiritual desta vida. O mestre que tem a maior influência para um discípulo específico entrar ou seguir o caminho espiritual.
gurus de linhagem brgyud pa’i bla-ma Os Gurus de linhagem são uma sucessão ininterrupta de Gurus desde o Buda até o guru atual, através dos quais os ensinamentos autorizados e as iniciações foram passados adiante.
gurus diretos dngos-kyi blama Os Mestres Espirituais atuais desta própria vida.

H

Português Tibetano/Sânscrito Significado
Heruka Chakrasamvara Kor-lo Dem-chog Geluf refere-se à linhagem e gelugpa ao praticante da linhagem. A linhagem Gelug (‘os virtuosos’) do budismo tibetano que emergiu no século XIV, fundada por Tsongkhapa que era renomado por seu scholasticism e sua virtude. Os seguidores da linhagem Gelug são às vezes chamados de “chapéus amarelos’. A principal ênfase é sobre a ética e sólidos estudos antes de uma meditação séria. Em 1642 o Quinto Dalai Lama, da linhagem Gelug, tornou-se o líder secular e religioso do Tibet.
hinayana theg pa dman pa / hinayana Literalmente, Pequeno Veículo ou Veículo Menor. É uma das duas divisões gerais do Budismo (a outra é Mahayana). A motivação do praticante Hinayana em seguir o caminho do Dharma é principalmente o seu intenso desejo para a liberação pessoal da existência condicionada, ou samsara. Há dois tipos de praticantes Hinayana: ouvintes e realizadores solitários. Vide também Theravada.

I

Português Tibetano/Sânscrito Significado
ignorância ma-rig-pa; avidya Literalmente, “não ver” o que existe, ou como as coisas existem. Há basicamente dois tipos: ignorância do karma e ignorância da verdade suprema. O engano fundamental de onde todos os outros surgem. O primeiro dos doze elos do surgimento dependente.
iluminação byang-chub / bodhi Pleno despertar; budeidade. A meta suprema da prática budista, alcançada quando todas as limitações tiverem sido removidas da mente e todas as qualidades e potenciais positivos tiverem sido realizados. É o estado caracterizado pela ilimitadas compaixão, habilidade e sabedoria.
Em tibetano, a primeira sílaba significa a eliminação de atos nocivos e obstruções; a segunda sílaba significa a aquisição de méritos e sabedoria. Há três tipos: Bodhi de Ouvintes, de Realizadores Solitários e de Budas. Bodhi de Ouvintes e de Realizadores Solitários incluem a eliminação de atos nocivos e aflições mentais (mas não as obstruções à onisciência) e a realização da liberação solitária da existência cíclica. Bodhi de Budas inclui a eliminação de todas as obstruções e a realização da Budeidade onisciente.
impedimentos bar-gcod Vide: Impedimentos Internos e Impedimentos Externos.
impedimentos externos phyi-bar-bcod Condições desfavoráveis à prática do Dharma tais como falta de alimentos nutritivos, abrigo insatisfatório, etc.
impedimentos internos nang-bar-beod Condições desfavoráveis à prática do Dharma como as várias aflições mentais, doenças físicas, etc.
impermanência anitya A natureza constantemente mutante de todas as coisas que surgem de causas e condições. Este termo refere-se à noção budista que todas as coisas do samsara são impermanentes. Uma vez criadas, elas deterioram e acabam. Embora isso seja particularmente verdadeiro para doenças humanas e morte, a idéia refere-se à natureza de todas as coisas. É um dos motivos do sofrimento e uma das três marcas da existência.
imputar, imputado Refere-se ao ato de rotular/nomear ou dar significado a um objeto.
iniciação Transmissão recebida de um mestre tântrico e que autoriza o discípulo a se engajar nas práticas de uma deidade meditacional específica.
instruções orais man-ngag Explicações e instruções tradicionais que foram passadas adiante oralmente através de uma linhagem ininterrupta.
ioga tantra superior ou tantra do ioga supremo rnal ‘byor bla med kyi rgyud / anuttarayogatantra A quarta e suprema divisão da prática tântrica, consistindo dos estágios de geração e consumação. Através desta prática, pode-se alcançar a plena iluminação em uma única vida.

J

Português Tibetano/Sânscrito Significado
Je Tsong Khapa rJe Tsong Kha-pa blo-bzantg grags-pa Grande Guru tibetano que deu origem à linhagem Gelugpa (1357-1419).
jorcho sbyor-chos Puja de Lam Rim compilado por Dagpo Losang Jampal Lhundrup.

K

Português Tibetano/Sânscrito Significado
Kagyu Kagyü A linhagem do budismo tibetano fundada no século XI por Marpa, Milarepa, Gampopa, e seus seguidores.
Kalarupa Deidade de meditação masculina irada ligada a Yamantaka.
kalpa kalpa Termo relacionado à metafísica budista do tempo. Cada uma das manifestações periódicas e dissoluções do universo que continua eternamente e tem quatro partes, chamadas asamkhiya kalpas. O tempo de vida de um universo. Vide Éon.
kangyur kangyur Coletânea de todos os Sutras e Tantras traduzidos do sânscrito para o tibetano. Veja também: Tengyur.
kapala tö- pa Taça de crânio, como a usada por Yum Dorje Nyem-ma.
karma las, karma Acão; o funcionamento da causa e efeito, onde ações positivas produzem felicidade e ações negativas produzem sofrimento. Vide Ações.
katag Um lenço branco oferecido em saudações (hábito tibetano). O katag é um símbolo auspicioso. Ele dá uma conotação positiva ao início de qualquer empreendimento ou relacionamento e indica as boas intenções da pessoa que oferece o katag. Eles são oferecidos às imagens religiosas, como estátuas do Buda, e aos lamas e autoridades governamentais antes de solicitar a ajuda deles em forma de preces ou outros serviços. O oferecimento do katag indica que o pedido não está maculado por pensamentos corrompidos ou motives escusos.
kaya sku; kaya O corpo de um Buda.
krya tantra A primeira das quatro classes de tantra, o tantra de ação.
kundalini kundalini Energia extasiante dormente no corpo físico, que se acende através da prática tântrica e é usada para gerar a penetrante visão extraordinária que observa a verdadeira natureza da realidade.
kusha kusha Um tipo de capim de fios longos usado debaixo do assento durante um retiro, durante iniciações tântricas, e é também usado para fazer vassouras na Índia. Buda Shakyamuni fez um assento de capim kusha quando meditou sob a árvore bodhi em Bodhgaya e alcançou a iluminação.

L

Português Tibetano/Sânscrito Significado
lama lama Lama significa mestre espiritual ou guia espiritual.
lam-rim lam-rim Vide Caminho Gradual. Lamrim (Estágios do Caminho) é uma explicação claramente formulada dos passos que se toma para alcançar a iluminação. Aqui inclui todos os ensinamentos do Buda apresentados em uma hierarquia de estágios através dos quais o praticantes progride.
lazer dal-ba / ksana São oito fatores de lazer que permitem a prática do Dharma. Eles são estar livre de nascimentos: (1) como um ser infernal, (2) como um fantasma faminto, (3) como animal, (4) como um deus, (5) como uma pessoa que detém visões errôneas, (6) numa terra sem Dharma, (7) num período quando o Buda ou seu representante não estão presentes, (8) como uma pessoa demente ou muda.
liberação thar-pa; nirvana O estado de total liberação do samsara; a meta do praticante que busca a sua própria libertação do sofrimento (vide também Hinayana). “Nirvana menor” é usado para referir a este estado de auto-liberação, enquento “nirvana superior” se refere ao alcance da plena iluminação da budeidade.
linhagem rigs / gotra A sucessão ininterrupta de mestres realizados, desde o Buda Shakyamuni até o nosso próprio mestre, através dos quais recebemos não apenas os ensinamentos do Buda, mas especialmente as bênçãos dessa sucessão ininterrupta de lamas.
linhagem da vasta conduta do bodhisattva rgya-chen spya-brgyud Os ensinamentos autorizados sobre as atividades e a mente do Bodhisattva, que foram passados adiante por Buda Sakyamuni através de Maitréia, em uma sucessão ininterrupta de Gurus, incluindo Asanga, Serlingpa, Atisha, Je Tsong Khapa, etc.
linhagem da visão profunda zab-mo lta-brgyud Os ensinamentos autorizados sobre a sabedoria que foram passados desde Buda Sakyamuni através de uma sucessão ininterrupta de Gurus incluindo Nagarjuna, Chandrakirti, Atisha, Je Tsong Khapa, etc.
lo-jong lo-jong Vide Transformação da Mente.
Losar O dia em que se inicia o ano novo tibetano, que normalmente cai no Segundo ou terceiro mês do calendário gregoriano. As celebrações do Ano Novo normalmente duram 15 dias.
lung lung / prana (1) A sutil energia (vento) vital. No Tantra, esses ventos são o veículo da consciência. (2) Doença, perturbação/desequilíbrio da energia do corpo. 3. Nome dado à transmissão oral de um texto de Dharma.

M

Português Tibetano/Sânscrito Significado
madhyamaka dbu ma pa / madhyamaka O caminho do meio; um sistema de análise fundado por Nagarjuna, com base nos sutras de prajñaparamita do Buda Shakyamuni, e considerado como a suprema apresentação da sabedoria da vacuidade. Esta visão sustenta que todos os fenômenos são surgimentos dependentes e, portanto, evita os extremos equivocados de auto-existência e não-existência, ou eternalismo e niilismo. Ele tem duas divisões, Svatantrika e Prasangika.
Mahakala mahakala Deidade masculina irada ligada a Heruka; um protetor de Dharma honrado por Lama Yeshe A forma irada de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão. Ele protege dos perigos e más influências que podem prejudicar a prática.
mahamudra mahamudra O Grande Selo. Um sistema profundo de meditação na mente e na natureza suprema da realidade.
mahayana theg chen / mahayana Literalmente, o “Grande Veículo.” É uma das duas divisões do budismo (a outra é Hinayana). A motivação do praticante Mahayana em seguir o caminho do Dharma é principalmente o seu intenso desejo de que todos os seres mães sencientes sejam liberados da existência condicional, ou samsara, e alcancem a plena iluminação da budeidade. O Mahayana tem duas divisões: Paramitayana (Sutrayana) e Vajrayana (Tantrayana, Mantrayana).
Maitréia “O Amoroso”. Nome do próximo Buda.
mala Rosário devocional e meditacional usados pelos praticantes do budismo.
mandala khyil- khor; mandala Um diagrama circular simbólico de todo o universo. A morada de uma deidade de meditação.
Manjushri Jam-päl- yang; Manjushri O Buda da Sabedoria. Uma deidade masculina de meditação que incorpora a sabedoria plenamente iluminada.
mantra sngags / mantra Literalmente, proteção da mente. Mantras são sílabas em sânscrito recitadas juntamente com a prática de uma deidade de meditação específica que incorpora as qualidades daquela deidade.
mara bdud / mara Personificação dos enganos que nos distraem da prática do Dharma; o que Buda Shakyamuni venceu sob a árvore bodhi quando se esforçava para a iluminação.
marcas da perfeição/
marcas supremas e sinais exemplares
mtsan-dpe As trinta e duas características físicas principais e oitenta secundárias no corpo de um Buda, tais como pele dourada, dedos em redes, etc., que retratam as qualidades do ser iluminado.
Marpa marpa Fundador da tradição Kagyu do budismo tibetano. Ele era um renomado mestre tântrico e tradutor, discípulo de Naropa, e guru de Milarepa.
meditação na visão extraordinária lhag-mthong; vipasyana A principal meditação ensinada na tradição Theravada, que se baseia nos ensinamentos do Buda sobre os quatro alicerces da Plena Atenção. No Mahayana, Vipasyana (Skt) tem uma conotação diferente, onde significa a investigação e familiarização com a modo como as coisas efetivamente existem e a meditação é usada para desenvolver a sabedoria da vacuidade.
memória dran-pa A Memória traz a mente de volta à atenção plena da virtude quando houve o extravio.
mente sem / citta Sinônimo de consciência (Skt: vijnana; Tib: nam-she) e sensibilidade (Skt: manas; Tib: yi). Definida como “claridade e saber”; uma entidade sem forma que tem a habilidade de perceber os objetos. A mente se divide em seis consciências primárias e cinqüenta e um fatores mentais.
mente altruísta da iluminação byang chub kyi sems / bodhicitta A determinação altruísta de alcançar a iluminação pelo único propósito de iluminar todos os seres sencientes. Vide Bodhicitta.
mérito bsod-nams, punya Ações virtuosas. Impressões positivas deixadas na mente pelas ações virtuosas ou de Dharma. A principal causa da felicidade. A acumulação de méritos, quando unida à acumulação de sabedoria, resulta eventualmente no rupakaya.
mestre espiritual bla-ma, guru Sinônimos: Guru, Guia Espiritual, Protetor Espiritual.
mestre espiritual Senhor dos Sábios Detentor do Vajra bla-ma thub-dbang rdo-rje chang A figura central do Campo de Méritos. Há qualificações diferentes para mestre do Pequeno Veículo, Guia Espiritual do Grande Veículo, e mestre Tântrico. Para seguir o caminho aqui delineado deve-se determinar por cuidadoso exame se a pessoa escolhida como Guru possui as qualidades de um Guia Espiritual Mahyana. Em “Mahayana Sutralankara,” Maitreya diz que elas são: um contínuo mental subjugado pela moralidade, as distrações mentais pacificadas pela concentração, a eliminação do apego à auto-existência através da sabedoria, qualidades superiores às do discípulo, visão correta da verdadeira natureza dos fenômenos (direta ou conceitualmente) através da sabedoria de ouvir, habilidade para ensinar, uma natureza compassiva, um entusiasmo inquebrantável. No mínimo deve ter: o contínuo mental subjugado através dos três treinamentos (moralidade, concentração e sabedoria), compaixão e realização da verdadeira natureza dos fenômenos por ter ouvido muitos ensinamentos.
mestre vajra O mestre que confere uma iniciação tântrica e com quem o iniciado passa a ter compromissos e vínculos especiais.
Milarepa mi-la-res-pa Renomado tibetano praticante do Dharma. O principal discípulo de Marpa (1040-1123), famoso por sua prática intensa, devoção ao seu guru, ter alcançado a iluminação durante sua vida, e por seus muitos cantos de realizações espirituais.
monge / monja bhiksu, nagabhiksuni Bhiksu. Um monge de ordenação plena no budismo. Bhiksuni é o termo equivalente designando uma monja.
Monte Meru lhun-po Segundo a cosmologia Budista, é o centro do mundo como visualizado no oferecimento de mandala.
mudra chag- gya; mudra Literalmente, selo. Um gesto simbólico com as mãos, dotado de poder, não diferente de um mantra. Uma consorte tântrica.

N

Português Tibetano/Sânscrito Significado
naga naga Um tipo de espírito vivendo principalmente em rios, oceanos ou lagos, mas que pode viver em qualquer lugar onde são geralmente invisíveis, Usualmente retratados com um corpo de serpente.
Nagarjuna Nagarjuna Filósofo budista do século II na Índia, que promoveu a filosofia Madhyamaka da vacuidade.
não verdadeiramente existente bden-med Que não tem existência real, significa que o fenômeno não existe verdadeiramente como aparenta aos seres comuns, i.e. não são verdadeiramente auto-existentes. Um sinônimo é “vacuidade” que significa vazio de auto-existência. Vide Verdade Absoluta.
não-virtude mi-dge-ba / akusala Ações associadas às aflições mentais ou delusões, i.e. as dez ações não-virtuosas que são: matar, roubar, má conduta sexual, mentir, usar fala agressiva, difamar, tagarelar, cobiça, malícia e visões errôneas. Sinônimos: ações não-virtuosas, atos errôneos, más ações.
Naropa Na-ro-pa Renomado pandita indiano, praticante do Dharma. O principal discípulo de Tilopa e o Guru de Marpa.
natureza búdica sangs rgyas kyi rigs / Buddha gotra A natureza de clara luz da mente que todos os seres sencientes possuem; o potencial para que todos os seres sencientes se iluminem ao remover as duas obstruções, ou obscurecimentos, para a liberação (vide também delusões) e as obstruções à onisciência.
ngon-dro ngön-dro Práticas preliminaries encontradas em todas as escolas do budismo tibetano, que são normalmente feitas 100.000 vezes cada; as quatro principais são recitação do refúgio, oferecimentos de mandala, prosternações, e recitação de mantras de Vajrasattva. A tradição Gelug acrescenta mais cinco: guru ioga, oferecimentos de tigelas de água, meditação de purificação de Damtsig Dorje, tsa-tsas (elaboração de pequenas imagens sagradas, feitas com argila ou gesso), e o oferecimento de fogo a Dorje Khadro (jin-sek).
niilismo chad-pa’i lta-ba A visão falsa que acredita na total não-existência de todos os fenômenos. Esta visão é às vezes mantida por aqueles que compreenderam mal os ensinamentos de que os fenômenos são não-auto-existêntes. Uma das duas visões filosóficas extremas que impedem os praticantes de alcançar realizações da vacuidade. Esta visão nega a existência de objetos. Levada à conclusão lógica, nega também a lei do karma e a originação dependente que é central à Escola Madhyamika.
niilista chad-pa’i lta-ba No contexto dos ensinamentos budistas, alguém que, após ouvir sobre a vacuidade, chega à conclusão equivocada de que nada existe; por exemplo, que não há causa e efeito de ações ou não há vidas passadas ou futuras.
nirmanakaya sprul-sku; nirmanakaya Vide Corpo de Emanação.
nirvana my ngan ‘das / nirvana É a cessação do sofrimento, a liberação do karma, e assim passando para outra existência. Estado além do sofrimento, transcendência do sofrimento, estado além das causas do sofrimento, insatisfação e problemas. Estado fora da Existência Cíclica alcançada por um Arhat, Vide Liberação, Transcendência.
nobre assembléia ‘phags-pa’i-tsogs Sinônimo de Sangha.
nobre sangha ‘phags-pa’i dge-‘dun; Arya Sangha A comunidade de Seres Nobres. Uma das Três Jóias. A Nobre Sangha são aqueles que já realizaram diretamente a vacuidade.
Nyingma Nyingma A linhagem “mais antiga” do budismo tibetano, cujos ensinamentos foram ensinados no tempo de Padmasambhava, o mestre tântrico indiano do século VIII convidado pelo Rei Trisong Detsen a ir ao Tibet para limpar as más influências que estavam obstruindo o estabelecimento do budismo. Esta escola inclui em seu cânone palavras e traduções que datam dos primeiros tempos da disseminação do busdismo no Tibet.

O

Português Tibetano/Sânscrito Significado
O Nobre Exaltado ‘phags-pa; arya Refere-se ao ser que alcançou os caminhos da visão, i.e. quem percebeu diretamente a verdade absoluta.
O Onisciente kun-mkhyen Um epíteto de Buda.
O Que Foi Além de-bzhin gshegs-pa; Tathagata Um epíteto de Buda.
O Vitorioso rgyal-ba; Jinn Um epíteto de Buda.
objeto a ser negado dgag-bye / pratishedhya “O objeto a ser negado” pode ser qualquer objeto cuja existência é negada por lógica válida. Aquilo que é concebido por uma consciência concebendo a verdadeira existência; a aparência de existência inerente.
objetos de refúgio skyabs-yul Os Objetos de Refúgio budistas são as Três Jóias, ou seja o Buda, o Dharma, e a Sangha.
oferecimento Não existe limite quanto ao que podemos oferecer. Nós podemos oferecer qualquer coisa que pudermos, desde um pedaço de pão, um copo de água, até as maiores riquezas. Os oferecimentos podem ser reais ou visualizados. Esses itens todos são oferecidos a todos os Budas, Bodhisattvas e gurus para acumular méritos.
oferecimento de mandala mandala-dbul O oferecimento de mandala é oferecer aos Objetos de Refúgio todo o universo purificado simbolizado pela mandala. Há vários tipos de oferecimentos de mandala.
oferecimento interno nang- chö Um oferecimento tântrico do Ioga Tantra Superior, cuja base de transformação são os cinco agregados do praticante visualizados como as cinco carnes e os cinco néctares.
oferecimentos sublimes kun-bzang mchod-sprin São os oferecimentos do Bodhisattva Samantabhadra ou oferecimentos similares a eles.
oito dharmas mundanos O desejo de: fama (reconhecimento), prazeres mundanos, ganhos materiais, e elogios/louvores. Sentir-se infeliz quando: perde a fama e cai em desgraça, perde prazeres mundanos e não consegue obter o que se quer, perdas materiais, e ouve críticas.
oito lazeres e dez dotes 8 lazeres são ter liberdade de: (1) renascer como ser infernal, (2) preta, (3) animal, (4) semideus ou deus, (5) com órgãos incompletos, (6) quando cometeu os cinco crimes hediondos, (7) sem fé nos ensinamentos do Buda.
10 Dotes: (1) nascer como humano, (2) com órgãos e faculdades mentais perfeitos, (3) sem ter cometido os cinco crimes hediondos, (4) ter fé nos ensinamentos do Buda (5) o Dharma prospera, (6) recebe ensinamentos do Dharma, (7) nascer em um “país central” onde há oportunidade de praticar o Dharma, (8) há um Buda ou mestre espiritual qualificado transmitindo o Dharma, (9) existem verdadeiros mestres, praticantes e seguidores do Dharma (10) existem condições favoráveis para a prática, especialmente o apoio e bondade dos outros. Vide Dotes.
oito oferecimentos Conjunto tradicional de oferecimentos: 1. água para beber, 2. água para lavar, 3. flores, 4. incenso, 5. luz, 6. perfume, 7. alimento, 8. música.
oito preceitos mahayana Votos de não: matar, roubar, manter atividade sexual, mentir, ingerir intoxicantes, ter mais de uma refeição em 24 horas, sentar no alto, camas sofisticadas, usar ornamentos, dançar e ouvir música com apego. Esses votos podem ser tomados por vários períodos de tempo, mas normalmente são 24 horas, renováveis a quantidade de vezes desejada.
oito símbolos auspiciosos rtags-rdzas-brgyad, ou bkra-shis stags-brgyad Precioso parasol, peixe dourado, vaso de tesouro inesgotável, flor de lótus, concha branca, glorioso nó entrelaçado, estandarte da vitória, e a roda dourada. Esses oito símbolos aparecem naturalmente no solo dos reinos puros.
oito vantagens amadurecidas rnam-smin yon-tan-brgyad Essas vantagens são os resultados amadurecidos de causas acumuladas anteriormente e trazem as condições favoráveis para os humanos praticarem o Dharma. As oito são: vida longa, aparência agradável, nascimento elevado, riqueza, veracidade, poder e renome, habilidade e saúde física e mental, e forte força de vontade.
onze maneiras de beneficiar os seres sems-can don-byed rnam-pa bcu-gcig (1) aliviar seus sofrimentos, (2) aliviar sua ignorância do Dharma, (3) retribuir sua bondade, (4) proteger de perigos e medos, (5) ajudar a superar suas depressões e miséria mental, (6) ajudar os necessitados, (7) ajudar os que estão desabrigados, (8) ensinar e aconselhar conforme suas necessidades, (9) ajudar os que estão no caminho errado, (10) encorajar aqueles no caminho certo, (11) ajudar com méritos e poderes sobrenaturais.
orgulho divino A forte convicção de ter alcançado o estado de uma deidade de meditação em particular. Orgulho sem delusão que considera a si mesmo como o corpo da deidade, seus arredores e lazeres como os da deidade. É um antidote para as concepções ordinaries. Vide Estágio de Geração.
ouvinte nyan-thos; sravaka Um praticante do Hinayana (o outro é o Realizador Solitário), que se esforça para alcançar o nirvana ouvindo ensinamentos de um mestre, e só se engajam nas práticas do Pequeno Veículo. Aquele que ouve, pratica e proclama os ensinamentos do Buda, concentrando-se em renúncia e pacificação das emoções para alcançar a Liberação.

P

Português Tibetano/Sânscrito Significado
paramita phar phyin / paramita As seis perfeições que são a base do caminho do Bodhisattva. São elas: (1) generosdade ou caridade; (2) disciplina ética ou moralidade; (3) paciência; (4) esforço entusiástico; (5) concentração meditativa e (6) sabedoria. Às vezes são ao todo 10 perfeições, acrescentando às essas seis: meios hábeis, poder, aspiração e cognição pura. Vide Seis perfeições.
paramitayana paramitayana O Veículo da Perfeição; o primeiro dos dois caminhos Mahayana. Este é o caminho gradual até a iluminação que é trilhado pelos bodhisattvas praticando as seis perfeições (generosidade, moralidade, paciência, esforço entusiástico, concentração e sabedoria) através dos dez níveis de bodhisattva (bhumi) durante incontáveis éons de renascimentos no samsara em benefício de todos os seres sencientes.
paz solitária rang-nyid zhi-ba Estado de um Arhat do Pequeno Veículo – livre da existência cíclica, mas sem ter alcançado a Budeidade. Sinônimos: liberação solitária, transcendência solitária.
pequeno veículo theg-dman; hinayana Veículo dos Ouvintes e Realizadores Solitários. A meta desse veículo é a liberação solitária. Vide Hinayana .
perfeição da sabedoría shes rab kyi pha rol tu phyin pa / prajñaparamita Os sutras de prajñaparamita são os ensinamentos de Buda Shakyamuni que apresentam a sabedoria da vacuidade e o caminho do bodhisattva. É a base da filosofia de Nagarjuna.
plena atenção shes-bzhin; bag-yod Ao duas as funções da Plena Atenção: buscar atos e atividades mentais virtuosos e proteger a mente de aflições mentais (delusões) e das causas das aflições mentais. A Vigilância fica atenta para que a mente não se extravie de objetos virtuosos. A Memória traz a mente de volta à atenção plena da virtude quando houve o extravio. Plena Atenção, na realidade, não é o principal antídoto para o torpor e a agitação. Plena atenção e vigilância é como um guarda que avisa quando o torpor ou a agitação coloca a meditação em perigo. Os principais oponentes são os antídotos específicos que o meditador aplica nos vários estágios do torpor grosseiro e sutil. Instruções detalhadas são recebidas de um mestre qualificado sobre os antídotos específicos e outros elementos envolvidos na meditação da quietude mental.
práticas preliminares Veja Ngondro.
pratimoksha so so thar pa / pratimoksha Votos da liberação individual. Os preceitos estabelecidos por Buda Shakyamuni para leigos, monges e monjas budistas. Vide Votos.
preocupações mundanas, oito ‘jig rten gyi chos brgyad / astalokadharma Vide Oito Dharmas Mundanos.
prosternação phyag-tsal-ba Há três tipos de prosternação: de corpo, (as prosternações físicas); de palavra (homenagem e louvor); e da mente (respeito, veneração, etc). Para acumular méritos, são normalmente realizadas pela manhã e à noite. O praticante se curva ao corpo, palavra e mente do Buda, para purificar o nosso corpo, palavra e mente em benefício de todos os seres. Sinônimo de “reverência.”
protetor espiritual yongs-‘dzin Literalmente: “segurando totalmente” (alguém para não cair nos estados desafortunados). O Protetor Espiritual externo é o seu Mestre Espiritual. O Protetor Espiritual interno é sua própria sabedoria. Vide Mestre Espiritual.
protetores do dharma chos-srung, dharmagupa; chos-skyong, dharmapala Os Guardiões dos ensinamentos do Buda: (1) Protetores mundanos são devas e espíritos comuns .que perante um guru tântrico, faz votos de proteger o budismo e os seus praticantes, (2) Seres não-sansáricos que são manifestações dos Budas e Bodhisattvas em forma irada e que protegem o precioso Dharma supremo e os praticantes.
puja puja Literalmente, “oferecimento.” A palavra se refere também a um ritual como o Guru Puja (Oferecimento ao Mestre Espiritiual; Tib: Lama Chöpa), ou recitação de sadhana.
purificação A erradicação da mente das marcas negativas impressas deixadas pelas ações não-virtuosas passadas, que de outra forma amadureceriam em sofrimento. Os métodos mais efetivos de purificação emprega os quatro poderes oponentes de confiar no objeto de refúgio, arrepender dos atos cometidos, tomar a resolução de não repeti-los e aplicar os antídotos (as práticas de purificação).

Q

Português Tibetano/Sânscrito Significado
quatro atividades A prática tântrica é classificada em quarto tipos: de pacificação, de aumento/desenvolvimento, de controle e irada (de subjugar).
quatro classes de tantra A divisão do tantra em kriya (tantra de ação), charya (tantra de desempenho), ioga (tantra ioga), e anuttara yoga (ioga do tantra superior).
quatro continentes Ao leste, Lüpagpo, Terra do Corpo Nobre; ao sul, Dzambuling, Terra da Fruta Jambu (o nosso mundo humano); a oeste, Balangchö, Terra do Gado Doador; ao norte, Dramiñän, Terra da Voz Desagradável. Esses continentes aparecem no Oferecimento de Mandala e são parte da representação simbólica do universo inteiro.
quatro dignidades Animais míticos que representam vários aspectos da attitude do Bodhisattva: dragão (para o poder), tigre (para confiança), leão das neves (para destemor), garuda (para sabedoria).
quatro escolas filosóficas As quatro escolas filosóficas que diferem entre si em suas visões da vacuidade: 1.Vaibhashika 2. Sautrantika 3. Cittamatra 4. Madhyamika. As duas primeiras são escolas do Hinayana, as duas últimas são escolas do Mahayana.
quatro imensuráveis tsad-med-bzhi / catvaryapramanani (1) equanimidade imensurável, (2) amor imensurável, (3) compaixão imensurável, (4) alegria imensurável.
quatro meios de atrair discipulos Ser generoso, falar suavemente, oferecer ensinamentos apropriados, ser consistente no que fala e no que faz.
quatro nobres verdades A verdade do sofrimento, a verdade da origem, a verdade da cessação, a verdade do caminho.
sofrimentos verdadeiros: impermanência, sofrimento, vacuidade, ausência de identidade.
origens verdadeiras: causa, origem, produção poderosa, condição.
cessação verdadeira: cessação, pacificação, excelência, saída definitiva.
caminhos verdadeiros: caminho, conhecimento, liberação.
quatro poderes oponentes stobs-bzhi Os quatro poderes oponentes (para purificação) são forças para neutralizar as ações não-virtuosas. Forças purificadoras. A confissão de suas ações não-virtuosas é necessária para neutralizar sua força causal que, se permitir que amadureça, trará sofrimentos. Quatro forças agem como antídoto efetivo. Os quatro são:
O poder do objeto (de refúgio), o poder do arrependimento, o poder da promessa, o poder da prática.
i. Como os objetos de seus atos errôneos são as Três Jóias, cujos preceitos foram transgredidos por você e pelos seres sencientes que você prejudicou, tome refúgio e desenvolva a mente altruísta.
ii. Lamente sinceramente seus atos e perceba as suas conseqüências.
iii. Desenvolva a determinação de nunca mais repeti-los.
iv. Aplique os antídotos específicos como generosidade para a avareza, paciência para raiva, etc., e engaje-se em atividades virtuosas como Sete Ramos, recitação de mantras (como de Vajrasattva) e textos (como A Confissão de Quedas Morais, O Sutra do Coração) e o melhor de todos: medite na vacuidade.
quatro pontos gnad-bzhi Os quatro pontos da análise para a compreensão da vacuidade.
quatro portas (por onde ocorrem as quedas morais) ltung-ba ‘byung-ba’i sgo-bzhi Não saber o certo e o errado, descuidar de seus pensamentos e ações, possuir numerosas aflições mentais, e não ter respeito pelos ensinamentos de Buda.
quatro purezas Nas práticas tântricas: O lugar (meio ambiente) é visto como a mandala da deidade, o corpo (forma ordinária) é imaginada como o corpo da deidade, os prazeres dos sentidos são vistos como oferecimentos à deidade, as ações são consideradas como as ações da deidade.
quatro reis guardiões Os protetores em forma de Reis das quatro direções cardeais, quase sempre colocados na entrada dos monastérios e templos budistas. Dhritarashtra, do leste, Virudhaka do sul, Virupaksha do oeste, Vaishravana do norte.
quedas morais ltung-ba Quedas morais são ações que causam renascimento nos reinos inferiores (logo, “quedas”). Estas incluem as ações não-virtuosas naturais e proscritas. Usa-se normalmente no composto: “ações errôneas e quedas morais” (nyes-ltung).
quietude mental / calma mental zhi-gnas; samatha Sinônimos: Calma mental, Permanência na Tranqüilidade.

R

Português Tibetano/Sânscrito Significado
raiva khong khro Um dos Três Venenos. Ser incapaz de suportar o objeto, ou ter a intenção de causar algum mal ao objeto. A raiva é definida como aversão com um forte exagero.
Ratnasambhava rin chen ’byung gnas / Ratnasambhava Um dos cinco Dhyani Budas, representando o agregado de sensação de todos os Budas e a sua Sabedoria da Igualdade.
realizações rtogs Refere-se primariamente a consumação dos três treinamentos. Uma compreensão firme e profunda, um conhecimento interno (além dam era compreenção intelectual) que se torna parte incorporada à mente do praticante e muda a sua percepção do mundo.
realizador solitário rang sangs rgyas / pratyekabuddha Um ramo no Hinayana. Praticantes que se esforçam para alcançar o nirvana em solidão, sem confiar em um mestre. Vide Ouvinte.
refúgio A porta do caminho do Dharma. Um budista toma refúgio nas Três Jóias do Buda, Dharma, e Sangha, temendo os sofrimentos do samsara e acreditando que as Três Jóias têm o poder de guiá-lo para fora do sofrimento até a felicidade, liberação ou iluminação.
reino da forma Um estado da Existência Cíclica onde não se experimenta o Sofrimento do Sofrimento. Esses seres renunciaram aos prazeres dos objetos externos dos sentidos mas ainda estão apegados à forma interna (seu próprio corpo e mente).
reino do desejo ‘dod khams / kamadhatu Um dos três reinos da existência cíclica onde os seres desfrutam dos cinco objetos externos dos sentidos (forma, som, aroma, tato e paladar) e onde o sofrimento do sofrimento é experimentado. Consiste dos 6 Reinos.
reino dos deuses Estado na Existência Cíclica. Alguns reinos dos deuses estão no Reino do Desejo, outros nos Reinos da Forma e Reino sem Forma.
reino sem forma gzugs med khams / arupyadhatu Os estados mais elevados da Existência Cíclica. Seres desse reino renunciaram à forma e ao apego a formas prazerosas, e existem somente dentro de seus próprios contínuos-mentais. As suas mentes ainda estão presas pelo desejo sutil e apego aos estados mentais e ao ego.Vide Três Reinos.
reinos desafortunados ngan-song Os reinos inferiores do samsara: dos seres infernais, fantasmas famintos e animais.
reinos puros / terra pura dag-pa’i zhing No budismo Mahayana, um ambiente purificado criado pela força da compaixão e sabedoria de um buda or bodhisattva onde os seres sencientes podem gerar a aspiração para çá renascer e completar o caminho até a iluminação em circunstâncias mais favoráveis. Esses reinos da existência estão totalmente livres de todos os tipos de sofrimento.
reinos superiores mtho-ris Reinos superiores do samsara: de humanos, semi-deuses e deuses. Sinônimos: reinos felizes, reinos afortunados.
renascimento elevado mngon-mthos Renascimento como humano, semi-deus ou deus. Sinônimos: renascimento afortunado, renascimento feliz.
renúncia nges-byung A atitude de total desapego das experiências do samsara, por ver que não há satisfação ou prazer verdadeiros nessas experiências. A determinação de estar livre de todos os problemas e sofrimentos da Existência Cíclica, onde não mais existe o apego aos prazeres da Existência Cíclica levam a mais Sofrimentos e Contaminações Mentais.
reverência ou prosternação phyag-tsal-ba Há três tipos de reverência: de corpo, (vários tipos de prosternações); de palavra (homenagem e louvor); e da mente (respeito, veneração, etc). Vide Prosternações.
rinpoche Rin po che Literalmente, “O Precioso”.  Um título usado quando se dirige ou fala de lamas reincarnados (tulkus), lamas de altas realizações espirituais, e abades de monastérios.
roda da vida bava chakra Simbolo que significa o samsara. Especialmente no budismo tibetano, a Roda da Vida é o símbolo que consiste de três círculos concêntricos segurados por Yama, o Deus da Morte e do Submundo. O círculo mais interno contém os símbolos representativos das três fontes de sofrimento: o porco (ignorância), a cobra (raiva), e o galo (desejo). O círculo seguinte é dividido em seis seções, cada uma retratando um dos estados de renascimento dos seres. O círculo mais externo é dividido em doze seções, cada uma com um símbolo representando um dos doze fatores (doze elos) do surgimento condicionado: ignorância, ação composta ou karma, consciência, nome e forma, os seis sentidos, contato, sensação, desejo, apego, existência ou vir-a-ser, nascimento, velhice e morte.
rosário do mantra Um mantra visualizado como um rosário, com suas sílabas representando as contas; normalmente em forma circular, como as sílabas do mantra de cem sílabas em pé ao redor da borda de um disco lunar.
rupakaya gzugs-sku; rupakaya Vide Corpo de Forma.

S

Português Tibetano/Sânscrito Significado
sabedoria shes rab / ye shes / prajña / jñana Diferentes níveis de visão da natureza da realidade. Existem, por exemplo, as três sabedorias de ouvir, refletir e meditar. Supremamente, existe a sabedoria que realiza a vacuidade, que liberta os seres da existência cíclica e eventualmente os leva até a iluminação. A acumulação completa e perfeita da sabedoria resulta no dharmakaya.
sabedoria transcendental sher-phyin; Prajnaparamita Este termo pode referir-se a três coisas: (1) os Sutras da Perfeição da Sabedoria, (2) a direta percepção da vacuidade, ou (3) a sabedoria transcendental resultante que é a onisciência da Budeidade.
sadhana sgrub thabs / sadhana Método de alcançar realizações; as instruções passo-a-passo para praticar as meditações relacionadas a uma deidade meditacional específica. Literalmente traduzido, o termo significa “meios de realizações.”
Sa-kya sa skya Escola do budismo tibetano, fundado por Khon Könchok Gyelpo (século XI), tem como principal prática o “Lamdre”. Os Sakyas governaram o Tibete por mais de 100 anos, até transferor o poder secular para o Dalai Lama da tradição Gelugpa.
samadhi samadhi Concentração profunda. O estado unifocado da mente caracterizado por paz e imperturbabilidade. Samadhi é também uma das Seis Paramitas e é indispensável para o caminho Bodhi. Vide Concentração Unifocada, Paramitas.
samaya dzm- tsig; samaya A sagrada palavra de honra; as promessas e compromissos assumidos por um discípulo durante uma iniciação de manter os votos tântricos por toda sua vida ou de realizar certas práticas ligadas à deidade (como a recitação diária de uma sadhana, ou oferecimento de Tsog/Guru Puja no décimo e no vigésimo-quinto dias de cada mês tibetano).
sambhogakaya longs-sku, sambhogakaya Vide Corpo de Utilidade.
samsara / existência cíclica ‘khor ba / samsara Ciclo de renascimentos; o padrão recorrente de nascimento, morte e renascimento em que todos os seres sencientes encontram-se presos. Os ensinamentos budistas são elaborados para ensinar os seres como se libertarem desse ciclo vicioso.
sangha dge-dun A comunidade spiritual; a tercekra das Três Jóias de Refúgio. A Sangha Absoluta são aqueles que realizaram diretamente a vacuidade; a Sangha Relativa são os monges e monjas ordenadas. Vide Nobre Sangha.
seis iogas chos drug Os seis iogas atribuídos ao mestre indiano Naropa, que incluem (1) o fogo interno (gtum mo) (2) clara luz (’od gsal) (3) corpo ilusório (sgyu-lu) (4) estado intermediário (bar do), (5) transferência de consciência (’pho wa), (6) ioga da ressurreição (grong ’jug).
seis perfeições / seis paramitas phying-drug As seis práticas de um Bodhisattva que levam à budeidade: generosidade, moralidade (ou ética), paciência, esforço entusiástico, concentração, e sabedoria. Vide Paramita.
seis práticas preparatórias / seis preliminares As seis práticas a serem feitas antes de iniciar a meditação: (1) limpar e arrumar os símbolos de corpo, palavra e mente do Buda no altar; (2) fazer os oferecimentos no altar; (3) sentar-se em posição confortável, (4) verificar o estado mental, tomar refúgio e gerar a Bodhicitta; (5) visualizar o campo de méritos; (6) recitar a Oração de Sete Ramos, Oferecimento de Mandala, e fazer súplicas ao Guru.
seis reinos rigs-drug-gnas Os reinos dos seres infernais, espíritos famintos, animais, humanos, semi-deuses e deuses. Vide Existência Cíclica.
seis sentidos Visão, audição, tato, paladar, olfato, mental (consciência).
seis sessões de guru ioga Um conjunto de meditações tântricas a serem feitas diariamente para guarder os compromissos tântricos.
seis tipos de seres rigs-drug Seres infernais, espíritos famintos, animais, humanos, semi-deuses e deuses. Vide Existência Cíclica.
senhor da morte chi-bdag. yama O Senhor da Morte é simbolicamente representado como um ser irado, mas não é um poder externo. O Senhor da Morte é a força de nossos próprios atos e aflições mentais que causam o nascimento e a morte independente de nosso controle.
senhor do local shi-dak O dono da terra; o dono do local. O budismo ensina que cada local tem a associado a ele um ser senciente que se considera seu proprietário. Oferecimentos devem ser feitos a esse ser para pedir o uso temporário daquele local e assim evitar interferências em sua prática. Por exemplo, durante um retiro.
Senhor dos Sábios thub-pa’i dbang-po Um epíteto de Buda.
Senhor Vitorioso rje-rgyal-ba Um epíteto de Buda.
ser de compromisso Na prática tântrica: o Buda visualizado (Geração Frontal) ou o próprio praticante visualizado como um Buda (Auto-Geração). Um Ser de Sabedoria é um verdadeiro Buda que é convidado a se unir ao ser de compromisso.
ser de sabedoria Vide Ser de compromisso.
ser senciente sems can / sattva Um ser que tenha consciência e que ainda não alcançou a iluminação. Qualquer ser não iluminado; qualquer ser cuja mente não está completamente livre da ignorância grosseira e sutil.
seres afortunados bde-‘gro Humanos, semi-deuses e deuses são conhecidos como seres afortunados porque, mesmo sem a verdadeira felicidade, os três reinos superiores onde vivem são extremamente agradáveis comparados aos reinos desafortunados.
sete pontos do treinamento mental Para gerar a bodhicitta – 1. Equanimidade, 2. Ver todos os seres sencientes como tendo sido nossas mães. 3. Lembrar a bondade de sua mãe. 4. Querer retribuir a bondade dela e de todas as nossas mães anteriores. 5. Gerar grande amor por todos os seres mães sencientes. 6. Gerar grande compaixão por todos os seres mães sencientes. 7. Gerar o desejo de tornar-se um Buda para ajudá-los. Este método foi desenvolvido por Atisha.
sete ramos yan-lag-bdun Prosternação, oferecimentos, confissão, alegrar-se com a virtude, solicitar ensinamentos, suplicar aos Gurus para que permaneçam, dedicar os méritos.
sete tesouros de um Imperador Universal mi-dbang nor-mchog rin-chen rnam-pa-‘dun Roda preciosa, jóia preciosa, rainha preciosa, ministro precioso, elefante precioso, cavalo precioso, general precioso.
shushuma Tsa-uma O canal central, ou nadi, que corre desde a coroa da cabeça até o chakra secreto. É o principal canal de energia do corpo vajra, visualizado como um tubo oco de luz na frente da coluna.
siddhi dngos grub / siddhi Realizações espirituais. O siddhi incomum refere-se a alcançar a Budeidade. Os siddhis ordinparios consistem de vários poderes que incluem, entre outros, curar, andar sob a terra, voar e prolongar a vida.
sílaba semente Nas visualizações tântricas, uma sílaba sânscrita que surge da vacuidade e de onde, por sua vez, a deidade meditacional surge. Uma única sílaba representando o mantra inteiro de uma deidade.
sofrimento sdug bsngal / duhkha Qualquer condição insatisfatória, dor física ou mental, e todas as situações problemáticas.
sofrimento da existência condicionada ‘du-byed-kyi sdug bsngal Um dos três sofrimentos. Todos os sofrimentos podem ser classificados em três tipos: (i) o sofrimento do sofrimento, que inclui todas as experiências desagradáveis, (ii) o sofrimento da mudança, que inclui as experiências agradáveis que chegam a um fim porque estão contaminadas, (iii) o sofrimento que tudo permeia.
sofrimento da mudança ‘gyur-ba’i sdug-bsngal Um dos três tipos de sofrimentos.
sofrimento do sofrimento schug-bsngal-gyi sdug-bsngal Um dos três tipos de sofrimentos.
sutra mdo; sutra Os discursos de Buda Shakyamuni; a divisão dos ensinamentos budistas não tântricos que reforçam o cultivo da bodhicitta e a prática das seis perfeições.
sutra do coração Um dos sutras centrais no budismo Mahayana. É particularmente importante porque ensina a vacuidade. O prinpical ponto deste ensinamento é: “Forma não é vacuidade. Vacuidade não é forma.”
sutrayana O veículo do sutra. Veja Paramitayana.

T

Português Tibetano/Sânscrito Significado
tantra rgyud, ou sngags Literalmente, “continuidade”. Os textos dos ensinamentos budistas sobre as práticas do mantra secreto; muitas vezes usado para se referir aos próprios ensinamentos tântricos. Eles foram transmitidos de mestre a discípulo e apresentam uma ênfase em ritual, mantras e visualizações.
tantrayana O veículo do tantra. Veja Vajrayana.
tathagata / O Que Foi Além / O Ido Além de zhin shegs pa; tathagata Literalmente, aquele que realizou a talidade; um buda.
tempos degenerados snyigs-dus A época atual tem cinco degenerações. Vide Cinco Degenerações.
tengyur Ten gyur A coletânea de comentários aos ensinamentos do Buda traduzidos do sânscrito para o tibetano.
thangka Pintura sobre tecidos re tratando imagens e deidades budistas.
theravada gnas brtan sde pa’ / theravada A Doutrina dos Antigos; uma das dezoito escolas em que o Hinayana se dividiu pouco após a morte de Buda Shak yamuni; a escola dominante atualmente e prevalecente no Tailândia, Sri Lanka, e Burma, e bem representada no Ocidente.
tomar Refúgio skyabs-su-mchi, ou skyabs-‘gro Tomar refúgio é a atitude de buscar ajuda e proteção. Tomar refúgio extraordinário é buscar nas Três Jóias o auxílio e proteção para obter a liberação ou a Budeidade.
tong-len tong-len Literalmente, “Dar e Tomar.” O treinamento da mente para superar o egoismo e desenvolver a compaixão pelos outros; dar a própria felicidade e tomar para si o sofrimento dos outros.
torma torma Um bolo de oferecimento usado em rituais tântricos. No Tibet, as tormas eram normalmente feitas de tsampa (cevada), mas outros comestíveis como biscoitos e bolos comuns podem ser usados.
torpor bying-ba Torpor grosseiro é a morosidade física e mental e a pouca nitidez da mente focalizada no objeto de meditação. Torpor sutil é a ligeira fraqueza e falta de claridade ao focalizar e é difícil de ser detectada. Vide Plena Atenção, Quietude Mental, Samatha.
totalmente não-existente gtan-med Não-existente em todos os sentidos, inclusive o sentido convencional.
transcendência ou nirvana mya-ngan-las ‘das-pa, ou ‘das; nirvana Literalmente, transcendência do sofrimento. Este é o termo geral que pode referir-se ao estado de um Buda (vide Budeidade) ou aos estados dos Arhats do Pequeno Veículo. Vide Paz Solitária.
transformação da mente lo-jong Um gênero de ensinamentos que explica como transformar a mente para que passe de auto-estima egoísta para estima pelos outros, levando eventualmente ao desenvolvimento da bodhicitta. É também conhecido como “treinamento da mente”.
transformação do pensamento lo-jong Veja Transformação da Mente. Os ensinamentos e os métodos de meditação cuja finalidade é a de treinar a mente nas atitudes e práticas de um bodhisattva, por exemplo, compaixão, amor, paciência, força interior, sabedoria, etc.
três aspectos do caminho lo-jong As três principais divisões do lam-rim: renúncia, bodhicitta e visão correta. Sinônimo: Três Principais Aspectos do Caminho.
três cestos sde-snod-gsum; tripitaka Os ensinamentos de Buda. As três divisões do Dharma: Sutra (discursos), Vinaya (disciplina), e Abhidharma (metafísica).
três corpos sku-gsum (1) Corpo de Manifestação Física, (2) Corpo de Utilidade, (3) Corpo de Dharma, que inclui Corpo de Sabedoria do Dharma e Corpo de Natureza do Dharma.
três corpos de Buda Dharmakaya, Sambhogakaya e Nirmanakaya.
três escopos Os níveis de motivação de um praticante. (1) escopo baixo/inicial/pequeno: a motivação de alcançar um bom renascimento, (2) o escopo médio/intermediário: a motivação de alcançar a Liberação, e (3) o escopo grande/superior/mais elevado a motivação de alcançar a Budeidade pelo bem de todos os seres sencientes.
três Jóias dkon-mchog-gsum, / triratna Os ofjetos de refúgio de um budista: Buda, Dharma e Sangha.
três linhagens brgyud-pa-gsum A linhagem da vasta conduta do Bodhisattva, a linhagem da visão profunda, e a linhagem que concede força inspiradora para a prática tântrica.
três portas Corpo, palavra e mente.
três reinos khams-gsum Reinos do Desejo, da Forma e Sem-forma. O reino do desejo inclui os seres infernais, fantasmas famintos, animais, humanos, semi-deuses, e os deuses do reino do desejo. O reino da forma inclui os deuses do reino da forma, e o reino sem-forma inclui os deuses do reino sem forma.
três sofrimentos sdug-bsngal-gsum Sofrimento do sofrimento (miséria, dor, angustia), da mudança, e da existência condicional (sofrimento que tudo permeia).
três tempos dus-gsum Passado, presente e futuro.
três tipos de ações As ações do corpo, da palavra e da mente.
três tipos de fé dad-pa-gsum Fé em tibetano significa clareza mental. Não deve ser confundido com “fé cega”. Há três tipos principais de fé verdadeira: admiração, aspiração e convicção. Convicção, o tipo mais forte da fé, é baseada em compreensão clara. Deve-se, então, compreender a relação entre atos e resultados, a área da causa e efeito que lida com as ações dos seres sencientes.
três tipos de votos sdom-gsum Os votos da liberação individual (pratimoksha), os votos do Bodhisattva e os votos tântricos.
três treinamentos superiores bslab-gsum; trisiksa (1) Moralidade extraordinária, (2) concentração extraordinária, (3) sabedoria extraordinária. Estes três treinamentos são extraordinários porque são baseados na prática de tomar refúgio nas Três Jóias.
três venenos Apego, aversão (ou raiva) e delusão (ou ignorância).
trinta e cinco budas de confissão Os 35 Budas associados a uma prática específica de confissão/purificação, normalmente combinando recitação e prosternações.
trinta e sete ramos 37 ramos da (ou harmonías com) iluminação
4 da atenção: atenção ao corpo, às sensações, à mente e aos fenômenos
4 abandonos perfeitos: evitar as ações negativas que não cometeu, abandonar as ações negativas realizadas anteriormente, colocar em prática a virtude que não foi praticada anteriormente, incrementar a virtude que já foi praticada
4 ramos de emanação milagrosa: atenção, entusiasmo, pensamento (calma mental/quietude mental) e investigação (visão superior).
5 poderes: fé, entusiasmo, atenção, concentração e sabedoria
5 forças: idem.
7 ramos da iluminação: atenção, sabeduria, entusiasmo, gozo, flexibilidade, concentração e equanimidade.
8 ramos do camino dos seres nobres: visão correta, pensamento correto, palavra correta, ação correta, esforõ correto, forma de vida correta, atenção correta e concentração correta.
tsampa tsampa Farinha de cevada torrada; muito utilizada na alimentação tibetana.
tsa-tsa tsa-tsa Pequenas réplicas de deidades ou estupas feitas de argila ou gesso. A argila muitas vezes é misturada com as cinzas de seres realizados para transmitir bênçãos.
tsog tsok Literalmente, “reunião” — uma reunião de substâncias de oferecimentos e uma reunião de discípulos para fazer os oferecimentos.
Tsong Khapa Fundador da linhagem Gelug do budismo tibetano e revitalizador de muitas linhagens de sutra e tantra e da tradição monástica no Tibet (1357-1417).
tulku tulku A reencarnação reconhecida de um Guru.
tummo tum-mo, kundalini Veja fogo interno. Calor psíquico, calor interno gerado em práticas especiais de meditação tântrica.
Tushita dga’-ldan; Tusita O reino puro do próximo Mestre Mundial, Maitréia.

U

Português Tibetano/Sânscrito Significado
upasaka / upasika Upasaka / upasika Literalmente ‘atendente’. Uma pessoa budista leiga (que tomou refúgio no Buda, Dharma e Sangha) e detentor dos 5 preceitos laicos. Upasak masculina, Upasika é a forma feminina.
ushnisha ushnisha A protuberância na coroa da cabeça de um Buda.

V

Português Tibetano/Sânscrito Significado
vacuidade stong-ba-nyid / shunyata A ausência de todas as falsas idéias sobre como as coisas existem; especificamente, a ausência da auto-existência aparente e independente dos fenômenos. Vide Verdade Absoluta.
Vairochana Vairochana Um dos cinco Dhyani Budas, representando o agregado da forma (ou corpo) e a Sabedoria Semelhante a Espelho de todos os Budas.
vajra rdo rje / vajra Indestrutível/diamante/diamantino. 1. o cetro ritual tibetano (dorje). 2. qualquer coisa usada na prática do Tantra para diferenciá-la das coisas cotidianas. 3. usado como sinônimo para Tantra ou Mantra.
Vajradhara Dorje champa, vajradhara O aspecto Sambhogakaya de Buda Shakyamuni. Uma deidade de meditação masculina; a forma que Shakyamuni Buddha utilizou para revelar os ensinamentos do mantra secreto.
Vajrapani Chagne dorje, vahrapani O buda do poder. Uma deidade de meditação masculina que incorpora o poder de todos os seres iluminados para realizar suas metas.
Vajrasattva dorje sempa, vajrasattva Deidade de meditação masculina que simboliza a pureza inerente de todos os budas. Uma das principais práticas de purificação tântricas para remover obstáculos criados com karma negativo e com a quebra de votos.
Vajravarahi dorje phag-mo Deidade de meditação feminina; consorte de Heruka.
vajrayana rdo-rje thag-pa; vajrayana O veículo diamantino, o segundo dos dois caminhos Mahayana. É também chamado de Tantrayana e Mantrayana. Este é o veículo mais rápido do budismo uma vez que permite aos praticantes alcançar a iluminação em uma única vida. Veja também tantra.
Vajrayogini Dorje najjorma, vajrayogini Deidade de meditação feminina da categoria materna do ioga tantra superior, às vezes uma consorte de Heruka.
vazio de auto-existência ngo-bos=stong-pa Vide Verdade Absoluta.
veículo supremo thag-mchog mahayana Sinônimos: Grande Veículo, Mahayana>.
verdade última / verdade absoluta don dam bden pa / paramarthasatya Sinônimos: Vacuidade, sem existência inerente, visão correta, verdadeira natureza, não verdadeiramente existente, sem auto-existência, esfera do Dharma, vazio de auto-existência, lei universal, total ausência de modos fantasiosos de existir.
verdade convencional ou relativa kun rdzob bden pa / samvrtisatya Verdade relative, existência convencional; a interdependência dos fenômenos. Uma das Duas Verdades, sendo a outra a Verdade Suprema.
vinaya dül- wa; vinaya A divisão das escrituras budistas que falam da disciplina monástica — as regras para o comportamento de monges e monjas e a conduta de seus assuntos em comunidade.
vipassana vipassana Veja meditação de insight. Um estado meditativo da visão penetrante na natureza última da realidade. Esse estadp é alcançado por praticantes adiantados da meditação de quietude mental ou Shamatha.
virtude dge ba / kusala Potencial positivo, méritos. Marcas impressas no contínuo mental de ações positivas, que levam à felicidade futura.
visão correta yang-dag lta-ba Existem quatro visões corretas: (i.) Todos os fenômenos compostos são impermanentes; (ii.) Todos fenômenos contaminados são sofrimento; (iii.) A transcendência da existência cíclica é a liberação; (iv.) Todos os fenômenos são vazios de auto-existência independente. A quarta visão correta é a mais elevada. Vide Verdade Absoluta.
visão dual A visão ignorante típica da mente não iluminada onde todas as coisas são concebidas falsamente como possuindo uma auto-existência concreta. Para esta visão, a aparência de um objeto se mistura à falsa imagem de que ele é independente ou auto-existente, levando assim a mais visões dualistas a respeito do sujeito e do objeto, de “eu” e outro, isto e aquilo, etc.
visão enganosa / visão deludida log-lta Várias visões errôneas como eternalismo e niilismo, crença na própria auto-existência, descrença nos ensinamentos de Buda sobre causa e efeito, o caminho, liberação, etc.
visão extraordinária lhag-mthong; vipasyana Compreensão Especial. Vide Meditação na Visão Extraordinária.
votos sdom-pa Compromisso de guardar quaisquer dos vários tipos de preceitos estabelecidos por Buda. Os preceitos recebidos na base de refúgio em todos os níveis da prática budista. Os preceitos Pratimoksha (votos de liberação individual) são os principais votos da tradição Hinayana e são tomados por monges, monjas e leigos; eles são a base de todos os outros votos. Os votos de Bodhisattva e tântricos são os principais votos na tradição e Mahayana. Vide também Vinaya e Três Tipos de Votos.
votos de bodhisattva byang-sdom, ou byang-sems-kyi sdompa Os dezoito votos principais e os sessenta e quatro votos secundários que se toma com a Bodhicitta atuante.
votos de liberação individual so-sor thar-pa’i sdom-pa / so-sor thar-pa; pratimoksa Os preceitos estabelecidos por Buda Sakyamuni para leigos, monges e monjas budistas.

Y

Português Tibetano/Sânscrito Significado
yab-yum yab-yum No budismo tibetano ou budismo vajrayana, simboliza a união sexual– normalmente a união de uma deidade ou um bodhisattva com a sua consorte – que representa a completude do universo. A figura masculina representa ação, normalmente a compaixão, neste mundo finito; a figura feminina representa a sabedoria, a união do infinito. A figura masculina é vista como passiva e a feminina como ativa.
Yama Yama Nome do Senhor da Morte (sem controle).
Yamantaka Dorge Jig-je Deidade de meditação masculina do tantra paterno da categoria do ioga tantra superior.
yidam yi dam / istadeva Literalmente, “preso à mente.” A sua própria deidade pessoal e principal (ou, como Lama Yeshe costumava dizer: favorita) para a prática tântrica. A deidade com a qual o praticante tem a conexão mais forte.
yojana yojana Medida de distância, aproximadamente 1 metro.
yum Literalmente, “mãe”, a consorte feminina de uma deidade tantrica masculina (o “pai” – yab), como em Yum Dorje Nyem-ma Karmo, a consorte de Heruka Vajrasattva.